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Inclusão é tema de capacitação para servidores promovida pelo Napnee do Campus Bom Jesus

Informação

Palestra discutiu adaptação curricular e plano educacional individualizado para alunos com NEE.
por Comunicação Social do Campus Bom Jesus do Itabapoana publicado 01/11/2018 13h11, última modificação 03/11/2018 15h13
Show image carousel A psicopedagoga Maria Lúcia Moreira Gomes falou também sobre o que a escola pode e deve fazer para incluir alunos com NEE.

A psicopedagoga Maria Lúcia Moreira Gomes falou também sobre o que a escola pode e deve fazer para incluir alunos com NEE.

“Garantir o ingresso de alunos com Necessidades Educacionais Específicas (NEE) é só uma parte do trabalho. Temos que garantir também a permanência e desenvolvimento desses estudantes”. Foi com essas palavras que Erika Barbosa, coordenadora do Núcleo de Atendimento a Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (Napnee), abriu o evento realizado nessa, dia 31 de outubro, para servidores do Instituto Federal Fluminense Campus Bom Jesus. 

A palestra ministrada pela psicopedagoga Maria Lúcia Moreira Gomes teve como objetivo trazer conhecimento sobre adaptação curricular e plano educacional individualizado para alunos com NEE. Falando a respeito da inclusão, a palestrante destacou o direito dos estudantes com algum transtorno diagnosticado de frequentarem escolas regulares e enfatizou a necessidade de instituições preparadas para recebê-los. “Não é apenas abrir os portões e deixar que entrem. É incluí-los de verdade, capacitar desde o servidor que o recebe no portão até o professor e os estudantes que convivem com ele em sala de aula”, enfatizou.

A iniciativa nasceu de uma demanda dos professores, que identificaram a necessidade de capacitação para trabalhar com estudantes com NEE, tanto na parte comportamental quanto metodológica, de aplicação do conteúdo e avaliação. O Campus Bom Jesus possui atualmente 20 alunos atendidos pelo Napnee. “Trabalhar com tais heterogeneidades em salas de aulas inclusivas vem impondo aos professores e às equipes gestoras que seja considerada a necessidade de realizar adaptação curricular”, aponta Erika. Para ela, a adaptação curricular é uma ferramenta que pode contribuir com a melhoria na condução do processo de ensino-aprendizagem, com vistas à inclusão real de todos, “possibilitando que os alunos aprendam e se desenvolvam independentemente das dificuldades que possam apresentar ao longo da trajetória escolar”.

Docentes aproveitaram o momento para compartilhar experiências e sanar dúvidas a respeito dos desafios em sala de aula. Ligia Portugal, professora do curso técnico em Alimentos e do curso superior em Ciência e Tecnologia de Alimentos, leciona para diversos alunos com necessidades educacionais especiais, como surdez, esquizofrenia, autismo, entre outros. Para ela, a maior dificuldade é a falta de capacitação para lidar com tamanha diversidade. “A palestra foi de suma importância para nos mostrar o caminho das pedras, onde e como podemos fazer a diferença na vida desses nossos alunos que necessitam de uma inclusão verdadeira”, avalia.

Ligia já havia participado de uma capacitação realizada no Centro de Referência do IFF, em Campos dos Goytacazes (RJ), no início do ano. Segundo ela, se sentia incapaz de transmitir seu conhecimento e despertar o interesse dos alunos com NEE e, depois de aplicar os conhecimentos obtidos no curso, já colheu frutos em suas disciplinas. “Durante o curso eu já comecei a fazer um plano individualizado para uma aluna, que é surda. Coloquei esse plano em prática e essa semana me surpreendi com sua evolução. Ela cresceu em minha disciplina e é muito gratificante pra nós professores ver essa diferença que podemos fazer na vida dessas pessoas”, comenta, destacando, ainda, que não existe “receita de bolo” e é preciso saber lidar com as frustrações de quando um plano não proporciona o retorno esperado. Para superar isso, a sugestão é o diálogo para conhecer melhor as expectativas e necessidades dos estudantes.

O evento foi realizado em parceria com a Diretoria de Desenvolvimento de Políticas Estudantis, Culturais e Esportivas (Dipece) e contou com a presença de professores, técnico-administrativos em educação e educadores de outras instituições de ensino de Bom Jesus do Itabapoana.

Os próximos passos do trabalho proposto pela equipe do Napnee serão diagnosticar os alunos com Necessidades Educacionais Específicas do Campus Bom Jesus e elaborar o plano de ensino individualizado e a adaptação curricular para cada um deles. O IFF Bom Jesus conta atualmente com 20 alunos com NEE.