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Professoras moçambicanas recebem qualificação no IFFluminense

Internacionalização

Docentes aprenderam sobre tecnologias e práticas do setor agropecuário e agroindustrial nos campi Bom Jesus e Cambuci, para aplicar conhecimento em escolas técnicas de Moçambique.
por Comunicação Social do Campus Bom Jesus do Itabapoana publicado 22/11/2018 12h00, última modificação 22/11/2018 15h12

Mais um grupo de professores moçambicanos desembarcou no Brasil este ano para conhecerem as tecnologias e práticas utilizadas em diversos setores da economia brasileira, com o objetivo de levarem aperfeiçoamento às escolas técnicas de Moçambique. Assim como em 2017, quando o Instituto Federal Fluminense recebeu quatro professores daquele país, neste ano foram cinco as profissionais escolhidas para a capacitação no IFF: Alice Ali, Mariana Rapaliao, Crista Baloi, Flora Armando e Tania Cancolola Chaleca. Ao todo, 30 professores moçambicanos estão no Brasil, divididos em sete grupos lotados em outros Institutos Federais.

Foram 10 dias de aprendizado no Campus Bom Jesus e duas semanas no Campus Cambuci, onde conheceram os setores e receberam dos servidores o compartilhamento de experiências e conhecimento nas áreas de produção animal e vegetal; processamento de frutas, hortaliças e carnes; além de práticas e ferramentas pedagógicas. Para Flora Armando, a diferença entre as realidades moçambicana e brasileira é grande, em especial no uso de tecnologia. “Aqui tem quase todos os equipamentos possíveis para avançar com o ensino e aprendizagem. Ainda não temos condições possíveis para avançar mais em Moçambique, mas estamos caminhando. Esse intercâmbio será importante nesse sentido: vermos a realidade aqui no Brasil para adaptarmos à nossa realidade”, explica. Crista Baloi também acredita que o aperfeiçoamento proporcionado pelos novos aprendizados adquiridos no Brasil terão impacto direto na qualidade do ensino técnico de Moçambique.

Assim como nos campi do IFF, as escolas técnicas onde atuam as cinco docentes possuem setores produtivos usados para atender às demandas das instituições, principalmente alimentação escolar. Hortaliças e vegetais, como cebola, couve, tomate e milho, são produzidos em pequenas escalas. Ainda assim, o desperdício é um dos principais problemas identificados por elas, devido à ausência de práticas de processamento da produção e à dificuldade de escoamento para a capital, onde se concentram as principais indústrias alimentícias. “No meu Instituto, depois da colheita não temos como processar nossos alimentos, então acabamos perdendo muito da nossa produção, porque não sabíamos como fazer. Aqui tem muitas máquinas que não temos lá, mas podemos adequar à nossa realidade, porque é bem simples”, conta Mariana. “Seria de grande valia se tudo que produzíssemos pudesse ser processado. Os alunos estudam em regime de internato, então poderiam aproveitar para sua alimentação. Além disso, aumentaria a qualidade alimentar se pudéssemos usar os derivados de todos os produtos que produzimos”, acrescenta Alice Ali.

O setor animal também foi explorado durante as aulas, com exposições que abordavam desde a produção de pastagens de qualidade até a fase de terminação. A teoria foi o principal aspecto explorado no Campus Bom Jesus, mas não faltaram atividades práticas nos setores produtivos e laboratórios. Tania Chaleca teve a oportunidade de, pela primeira vez, fazer uma castração em suíno, o que para ela foi “muito interessante”, já que em Moçambique a prática é mais comum em bovinos, caprinos e ovinos. “As técnicas pedagógicas também foram muito importantes. Aprendemos meios de nos comunicarmos melhor com os estudantes em sala de aula, o uso de plataformas online como ferramentas de ensino; muita coisa interessante”, lembra.

Moçambicanas - Técnicas Pedagógicas

Plataformas online como ferramenta de ensino foi um dos recursos
ensinados nas aulas de práticas pedagógicas

O diretor de Ensino, Pesquisa e Extensão do Campus Bom Jesus, Daniel Coelho, afirma que a proposta do intercâmbio com Moçambique está se consolidando, já que acontece pelo segundo ano consecutivo. “Devemos fomentar tanto o recebimento quanto o envio de profissionais. Essa interação é uma oportunidade única para os alunos e servidores, de conhecerem outras culturas, além de cooperarmos com o desenvolvimento de outro país”, pondera. Ele enfatiza, ainda, que é um meio de cumprir o papel da rede federal e aumentar a visibilidade da instituição.

Novas propostas de intercâmbio estão sendo estudadas pela diretoria, que atualmente possui convênio com o Instituto Politécnico de Bragança (IPB). Desde 2016, 17 alunos do curso superior em Ciência e Tecnologia de Alimentos tiveram a oportunidade de cursar disciplinas e estagiar no IPB. Para 2019, existe a proposta de recepção de alunos daquela instituição no Instituto Federal Fluminense, onde também poderão desenvolver atividades acadêmicas e práticas sob supervisão de servidores do IFF.

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