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Projeto do IFF Bom Jesus comemora bons resultados no cultivo de tomates

Agricultura

Tratos culturais possibilitaram redução no uso de fungicidas, mais dias de colheita e produção chega a cerca de 125 quilos semanais, em 150 plantas.
por Comunicação Social do Campus Bom Jesus do Itabapoana publicado 20/08/2020 15h17, última modificação 20/08/2020 16h06
Exibir carrossel de imagens Espera-se obter cerca de 1,3 tonelada de tomates até o fim da colheita.

Espera-se obter cerca de 1,3 tonelada de tomates até o fim da colheita.

Os belos tomates da foto ao lado são motivo do orgulho compartilhado pela técnica em agropecuária do Instituto Federal Fluminense Campus Bom Jesus do Itabapoana, Josilene Vargas Xavier, e a estudante Maísa Silva Próximo, do terceiro ano do Curso Técnico Integrado em Agropecuária. Coordenadora e bolsista do projeto Jovens Talentos “Tratos culturais do tomateiro”, elas comemoram o resultado da dedicação às atividades no campo: cerca de 125 quilos de tomates têm sido colhidos semanalmente e a expectativa é que, devido às boas condições das plantas, o período de colheita seja estendido em aproximadamente 20 dias. Parte do produto tem sido doada à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Bom Jesus do Itabapoana e o restante é vendido por atacado a verdureiros da região.

O cuidado para obter esse retorno começou em setembro de 2019, com o preparo do solo da estufa onde aconteceria o plantio. Abertura dos sulcos, aplicação de calcário e uma espera de três meses deram início ao projeto. Depois desse período, iniciaram a recuperação do solo com incorporação de composto orgânico, e cerca de 20 dias antes do transplantio das mudas fizeram a adubação de plantio. Apenas em março de 2020 as mudas foram transplantadas e, a partir dos 20 primeiros dias, começaram a receber a adubação de cobertura, que durou três meses.

Analisando a saúde vegetal da planta, a equipe percebeu que não seriam necessárias muitas aplicações de fungicida. Josilene explica que, normalmente, no plantio convencional em campo aberto, as pulverizações acontecem cerca de três vezes por semana. Na estufa do projeto, esse número foi reduzido a apenas uma aplicação semanal, representando uma redução significativa da exposição a essa substância.

Mas nem tudo são flores no dia a dia do campo. Logo no início da floração um problema afetou as plantas, que sofreram abortamento. “Dentro da estufa é mais difícil a ocorrência de ventos e a polinização do tomate precisa que o pólen caia dentro da flor para que aconteça de maneira eficaz. Também não há insetos para fazer esse trabalho. Plantações em ambientes externos contam com os dois tipos de polinização”, explica Josilene. O problema foi resolvido utilizando um equipamento bastante comum na rotina agrícola: o pulverizador. “Com o vento gerado pela máquina, basta balançar as flores para o pólen cair no estigma e haver a fecundação”, acrescenta. A técnica era desconhecida para ela, que se surpreendeu com o resultado. Sem a presença dos estudantes no campus, Josilene lamenta a impossibilidade de compartilhar a experiência. “Achei muito interessante e acredito que os alunos gostariam de aprender”, afirma.

Polinização artificial utilizando pulverizador costal

Polinização artificial realizada com vento gerado por pulverizador impediu abortamento das flores.

O projeto conta também com o auxílio de Sebastião Jorge de Paula, Amarildo Xavier Pereira e José Amilton de Oliveira, funcionários terceirizados do IFF Bom Jesus.