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Projeto recupera nascentes na região do Noroeste Fluminense

Preservação Ambiental

Idealizado em 2013, o projeto já plantou mais de 4.000 mudas em áreas de proteção de nascentes.
por Comunicação Social do Campus Bom Jesus do Itabapoana publicado 04/01/2018 16h11, última modificação 05/01/2018 11h44
Show image carousel A mais recente ação do projeto realizou o plantio de 500 mudas em Rosal.

A mais recente ação do projeto realizou o plantio de 500 mudas em Rosal.

O uso de áreas naturais para o desenvolvimento de atividades como a agricultura e a pecuária é um dos fatores que ocasionam a redução de áreas de mata ciliar. Trata-se de uma formação vegetal localizada nas margens de rios, lagos, represas e nascentes que possui um importante papel na preservação dos mesmos. Sua ausência pode ocasionar escassez de água, erosão, assoreamento e até o comprometimento da qualidade da água. Buscando impedir esses eventos, o Projeto Nascente já plantou 4.124 mudas, de 47 espécies, em propriedades próximas a Bom Jesus do Itabapoana.

Coordenado pelas servidoras Mirian de Souza Valadão e Lília William Gonçalves, ambas do Campus Bom Jesus do Itabapoana, o projeto foi iniciado em 2013, com um estudo sobre a situação das nascentes da região. Os plantios começaram no final de 2015, e desde então, vêm crescendo com o apoio de alunos, servidores e instituições da cidade, como o Rotary Bom Jesus, que doou materiais e insumos para a produção de 7.000 mudas, e a escola de idiomas Language Center, que também contribui periodicamente com mudas.

Barra do Pirapetinga, Rosal e Mutum são as localidades próximas a Bom Jesus do Itabapoana que já são beneficiadas pelo projeto. A mais recente ação aconteceu na Fazenda Limoeiro, propriedade de Petrônio Figueiredo e Martha Ourique, em Rosal. Um total de 500 mudas foram plantadas por um grupo de 24 alunos do IFF Bom Jesus, além de servidores e de cidadãos locais. “As comunidades onde plantamos têm participado ativamente do processo. A cada dia surgem mais pessoas interessadas em reflorestar as nascentes e áreas de recarga de suas propriedades. Um fato interessante é que alguns proprietários passam a fazer parte da equipe, buscando novos adeptos e participando não só do momento do plantio, mas também do planejamento, com doação de sementes, entre outras coisas”, explica a coordenadora Mirian Valadão, orgulhosa pelo reconhecimento recebido onde estão inseridos.

Ela também destaca o trabalho de educação ambiental realizado com estudantes do ensino fundamental de escolas dos distritos atendidos pelo projeto, que têm a oportunidade de plantar e aprender sobre a importância de preservar as nascentes por meio da proteção da vegetação local. “Ver o empenho com o qual as crianças das primeiras séries plantam as mudinhas é muito satisfatório. Nossos alunos voluntários também tiveram um desempenho admirável, tanto na realização do trabalho, que é difícil e cansativo, como no comportamento durante as atividades, por meio das quais o aluno contextualiza o problema ambiental e amplia sua visão do mundo, desenvolvendo uma consciência ambiental”, conclui.