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Estudantes do curso Técnico de Informática vão competir na etapa estadual

Olimpíada de Robótica

A vaga na competição foi garantida com o segundo lugar no campeonato regional da Olimpíada Brasileira de Robótica
por Antonio Barros/Comunicação Social do Campus Campos Centro publicado 12/07/2019 15h24, última modificação 12/07/2019 19h32
Exibir carrossel de imagens O professor David, estudantes integrantes da equipe e o coordenador do curso, Fernando Uilliam (Foto: Raphaella Cordeiro)

O professor David, estudantes integrantes da equipe e o coordenador do curso, Fernando Uilliam (Foto: Raphaella Cordeiro)

A etapa regional Rio de Janeiro da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), Modalidade Prática, foi realizada no dia 6 de julho no Campus Macaé do Instituto Federal Fluminense (IFF). Duas equipes do Campus Campos Centro, cada uma formada por quatro estudantes do Curso Técnico de Informática, participaram e uma delas conquistou o segundo lugar na competição. 

Coordenada pelo professor David Vasconcelos Correa da Silva, a equipe é integrada pelos estudantes Gesiane dos Santos Souza, Júlio César Henrique, Oswaldo Tavares Neto e Ryan Cardoso. A equipe participa no nível 2 da Modalidade Prática, voltada para estudantes do oitavo e nono ano do Ensino Fundamental e todos os anos do ensino médio ou técnico. Nesse caso, os estudantes podem concorrer a uma vaga na etapa nacional e, a partir dela, chegar à etapa internacional da Robocup 2019. A próxima competição será no dia 28 de setembro, quando acontecerá a etapa estadual, em Petrópolis, na serra fluminense.

Competição - Na competição, os robôs montados com estrutura de Lego e peças como microcontroladores têm de ter autonomia para lidar com as situações criadas. No caso da competição realizada em Macaé, um prédio em ruínas, de onde deveriam ser retiradas vítimas. No primeiro estágio, a pista apresenta sinalizações, mas no seguinte, não há marcações. Os robôs têm de ser programados para lidar com obstáculos e transpor rampas, por exemplo.

Na avaliação do professor, a equipe "foi bem nessa etapa, mas para a próxima, para ser competitiva e conseguir passar para o nacional, tem de resolver alguns problemas. A gente tem de subir com eficiência uma rampa que tem na pista, e não está sendo bem-feito ainda. Na parte de cima da arena, tem de resgatar algumas bolinhas de isopor com bastante acerto. Têm bastantes desafios de computação e robótica para serem preenchidos", observa David.   

Conhecimentos - Os desafios levam os estudantes a pesquisarem para além do conteúdo do curso. "Até entender alguns princípios físicos mesmo, para escolher os melhores sensores e conseguir resolver da maneira melhor e com a melhor eficiência, com o melhor grau de assertividade. É uma competição, não adianta fazer, tem de ser o melhor para conseguir continuar passando de fase", explica o professor. 

Há ganhos de conteúdo científico e prático para os estudantes. "Estou vendo coisas de Lego que nunca imaginei que ia ver. Programei, montei o robô, ajudei. E para entender essas coisas é muito diferenciado porque a gente está, na maioria das vezes, só mexendo no computador. Mexer na parte física, assim, também é bem legal!", conta Júlio César Henrique.  

Ryan Cardoso explica como o grupo superou o desafio de aprontar tudo em pouco tempo e ainda com as demandas do curso.  "A gente só tem um dia na semana para fazer isso, que é a quinta-feira, só tinha um mês, a gente quase não teve tempo e conseguiu chegar ao podium. Mas dá para conciliar sim. É um grupo, a gente ajuda um ao outro". 

O coordenador do Curso Técnico de Informática, Fernando Uilliam, destaca que é gratificante ver o retorno do esforço do campus em investir na compra dos kits de robótica que ficam caros para os estudantes. Estes, por sua vez, passaram a ter "condições de desenvolver o raciocínio lógico, a parte prática em robótica. Isso faz com que eles tenham um objetivo em sua formação. Faz com que eles tenham na própria vida algum horizonte e queiram galgar níveis maiores".