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I Festival Cultural pela Educação Democrática é realizado no Campus Campos Centro

Pensar a Educação

Participaram estudantes, professores da rede pública municipal e pesquisadores da área educacional.
por Comunicação Social do Campus Campos Centro publicado 14/12/2018 14h11, última modificação 14/12/2018 14h11
Exibir carrossel de imagens A professora aposentada do IFF, Guiomar Valdez, participou do debate (Foto: Diomarcelo Pessanha)

A professora aposentada do IFF, Guiomar Valdez, participou do debate (Foto: Diomarcelo Pessanha)

O Movimento Educação Democrática Campos lança a semente de um pensamento mais crítico, em relação ao segmento. Juntos, os educadores participantes do I Festival Cultural pela Educação Democrática discutiram sobre os desafios que ainda são encontrados para desenvolver a autonomia e educação dos estudantes e comunidade escolar. Eles compartilharam com o público presente suas jornadas acadêmicas e profissionais, discutindo a defesa da gestão democrática do ensino público. Também chamou-se a atenção para as implicações da desarticulação dos estudantes no jogo político de suas escolas, através de centros acadêmicos, diretórios centrais, grêmios estudantis.

Desafios - Para o professor da rede municipal, Renato Batista, "tem a relação de educação e democracia muito ameaçada, desde dos estudantes poderem participar da escolha do horário do intervalo, até uma maior escala, quando se fala de eleição de diretores. Quando falo isso com uma diretora, acham que estou maluco, mas isso é gestão democrática da escola, é preciso ouvir os alunos, que são a vida da escola". Entretanto, o professor assume que "refletir sobre educação democrática é algo ainda muito caro, é algo ainda muito difícil, inclusive, de se alcançar". As lutas, na rotina escolar, são grandes desafios, como expõe Renato: 

- O problema é uma realidade do dia a dia, quando alguém pergunta aos alunos onde está o grêmio estudantil, e muitas vezes eles nem sabem o que é isso. Muitas vezes não temos na escola a atuação dos envolvidos discutindo o que a gente quer da escola, qual é o futuro que vamos buscar. O projeto político pedagógico (PPP) das escolas, muitos não sabem para que serve, muitos não querem discutir sobre, então são diversos obstáculos para que essa gestão democrática aconteça. - retrata.

O professor e mestre Marcelo Viana, egresso do IFF, formado em Geografia, ilustrou conquistas feitas por movimentos como a Anped (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação) pela garantia de direitos na educação pública e gratuita de qualidade.

- Há, em curso, uma pedagogia do fracasso da escola pública, uma pedagogia do medo de falta de possibilidades para a escola pública, e é  nesse processo de crença em fracasso e medo que determinados grupos econômicos operam. Entretanto, nesse mesmo período, a Anped consegue fortalecer os movimentos de fóruns pela educação pública. Então o fórum, em defesa da educação pública, tem papel decisivo, principalmente na autonomia das universidades; além da autonomia das universidades, a gratuidade das instituições públicas de ensino superior. Isso foi conquista também do fórum e dos movimentos de resistência.

A professora Guiomar Valdez agradeceu ao Movimento pela Educação Democrática, e aos professores e pesquisadores da educação que se manifestam para buscar espaços de decisão; falou das conquistas dos anos 80, da derrubada de muros e sobre a necessidade de respeitar diferentes visões de mundo.

Por fim, alunos interagiram com a mesa com suas contribuições e perguntas, e depois o festival seguiu com apresentações artísticas de grupos previamente inscritos no evento. A iniciativa foi realizada em parceria entre os núcleos de Extensão, Ensino e Cultura e NAPBEM do campus.  A mesa foi composta por Renato Batista (rede municipal de educação); Ana Viegas (Colégio Dom Pedro II); Marcelo Viana (rede estadual de educação); Esther Kuperman (Colégio Dom Pedro II); Guiomar Valdez (IFF Campos);  e a mediação de Juliana Tavares (IFF Campos)