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Mestrando de Engenharia Ambiental prepara artigo com metodologia inédita no Brasil

Trabalho orientado por professores pesquisadores do IFF propõe investigar qualidade de infraestruturas a longo prazo.
por Comunicação Social do Campus Campos Centro publicado 17/04/2018 09h41, última modificação 20/04/2018 17h12
Professores pesquisadores e alunos do Mestrado em Engenharia Ambiental (Foto: Chaeny Gama/Comunicação Social)

Professores pesquisadores e alunos do Mestrado em Engenharia Ambiental (Foto: Chaeny Gama/Comunicação Social)

Alunos e professores do Curso de Mestrado em Engenharia Ambiental (Campus Campos Centro) têm se reunido para discutir o método Envision para Infraestruturas Brasileiras. Essa metodologia faz avaliação de sustentabilidade das infraestruturas urbanas no meio ambiente. É uma forma de avaliar as construções e criar indicadores para verificar se condizem ou não com os padrões considerados ambientalmente corretos.

A ideia surgiu através de contato de uma ex-aluna com a metodologia no exterior, quando ela percebeu que esta metodologia é muito utilizada fora do Brasil. "O tema foi apresentado a ex-aluna Daniela Maziela nos EUA, na Associação dos Engenheiros Civis. Todas as grandes obras no geral (nos EUA) utilizam certificado Envision. E aí existe uma discussão que nós, aqui no Brasil, não usamos nenhuma metodologia de avaliação de implantação de uma infraestrutura. Como o Iran Correia está fazendo um projeto nessa área de tratamento de esgoto, sugeri que ele pegasse esse conceito para fazer um estudo no seu projeto de mestrado.", conta Hélio Gomes, professor de Gestão Ambiental da Cidade.

Método novo - Iran recorreu a quatro grandes projetos brasileiros para aplicar a metodologia: as linhas de alta tensão no sistema Tucuri-Macapá-Manaus; a Usina Hidrelétrica de Santo Antônio de Jabez (RO); a Usina de Santo Antônio (RO) – que abastece 45 municípios do Brasil e o Aquapolo (SP) - que pega o afluente gerado pela Estação de Tratamento de Esgotos (ETE ABC) e o utiliza para alimentação de água para operação num polo petroquímico. "Vemos que a curto prazo somos bons, conseguimos identificar problemas. Nenhuma das nossas infraestruturas deixa de pontuar em problemas a curto prazo, mas a longo prazo deixamos a desejar", demonstra Iran. As obras são avaliadas em cinco categorias: qualidade de vida; liderança; alocação de recursos; recursos natural e clima/risco.

 - É um método muito novo, estamos vendo e avaliando, fazendo estudos e adaptações. A perspectiva é tornar cidadãos e autoridades mais atentos às questões ambientais. Pensar como teremos uma cidade mais sustentável, com mais qualidade de vida, com menos doenças e com mais conforto. Poluição do ar, ruídos, qualidade da água, temperatura, consumo de energia, tempo no trânsito... tudo que impacta o ambiente natural para o ambiente construído é estudado nessa disciplina. Buscamos melhorar estas grandes vertentes pesquisando métodos e tecnologias diferentes. Mais do que diploma, estamos gerando conhecimento – enfatiza Hélio Gomes.