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Pesquisador do IFF lança livro e critica gestão de economistas na educação

EDITORA ESSENTIA

No evento “Conversa com autor”, o professor do IFF Rodrigo Rosselini lançou o livro “Formando os cidadãos fluminenses: a escola primária no Rio de Janeiro durante a Primeira República (1889 - 1930)”.
por Vitor Carletti / Comunicação Social Campus Campos Centro publicado 30/08/2019 14h35, última modificação 30/08/2019 17h01
Exibir carrossel de imagens Autor do livro, o professor Rodrigo Rosselini apresentou a pesquisa e respondeu a perguntas de professores e alunos. (Fotos: Vitor Carletti)

Autor do livro, o professor Rodrigo Rosselini apresentou a pesquisa e respondeu a perguntas de professores e alunos. (Fotos: Vitor Carletti)

Lançado pela Editora Essentia, do Instituto Federal Fluminense (IFF), nesta quinta-feira, 29 de agosto, o livro “Formando os cidadãos fluminenses: a escola primária no Rio de Janeiro durante a Primeira República (1889 - 1930)” foi apresentado pelo seu autor e professor do Instituto Rodrigo Rosselini a alunos e professores, no auditório Miguel Ramalho do Campus Campos Centro. Ele criticou a maneira como a gestão da educação está sendo conduzida no país.

A partir da década de 90 para cá, com o processo de municipalização da Educação Infantil e do Ensino Fundamental e as transformações por que vem passando o Ensino Médio esses prédios escolares de outra época, que testemunham esses outros tempos passados, também buscam a sua ressignificação. O fato é que nós atravessamos agora um período conturbado, de mudanças, em que o poder do Estado e sua capacidade de desenvolver políticas sociais vêm diminuindo progressivamente. As políticas sociais são pensadas agora do ponto de vista financeiro. Quem pensa a educação e a saúde nos governos não são especialistas dessas áreas, geralmente, são economistas e as prioridades do capital são outras”, afirmou.

A obra é uma adaptação da dissertação de Mestrado de Rosselini e foi apresentada pelo professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) Carlos Eugênio Soares de Lemos, que classificou o trabalho como uma referência nos estudos sobre História da educação e conjuntura social do Brasil daquela época.

Curiosidades –  O uso do quadro negro, salas de aula com o mesmo formato, a disciplinarização do ensino e as aulas ao ar livre são algumas heranças do ensino implementado no começo do século XX no Brasil aos alunos e professores de hoje, segundo o autor.