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Atividades que marcam o mês da mulher serão encerradas nesta sexta-feira

Mulher

Durante todo o mês de março, diferentes atividades são realizadas no Campus Avançado São João da Barra para marcar a luta das mulheres e homenagear o seu dia.
por Comunicação Social da Reitoria publicado 30/03/2017 18h14, última modificação 31/03/2017 12h19
Exibir carrossel de imagens Clube de Debates com o professor Luciano.

Clube de Debates com o professor Luciano.

 Em homenagem ao Dia Internacional da Luta das Mulheres, o Campus Avançado São João da Barra realiza, pelo segundo ano consecutivo, uma programação especial que conta com diversas atividades como palestras, intervenções culturais, debates, exposição de cartazes e rodas de conversa ao longo do mês de março.

 O objetivo do evento “Março, mês de luta”, segundo a professora de Geografia e uma das organizadoras, Nina Maria de Souza Barreto, “é conscientizar alunos e servidores da importância de se debater a situação da mulher no país e em cada realidade local e promover o empoderamento feminino para que se alcance o fim das desigualdades de gêneros, ainda tão marcantes em nosso país”, declara.

 As atividades serão encerradas nesta sexta-feira, 31 de março de 2017, com uma ação que lembrará o aniversário do Golpe militar, com a apresentação de dados da Comissão Nacional da Verdade apontando a luta e a resistência de muitas mulheres que enfrentaram a opressão do regime iniciado em 31 de março de 1964. “E para finalizar o evento, os alunos irão apresentar um pequeno teatro sobre o cotidiano das mulheres e sua luta contra o machismo desde a infância”, explica Nina.

 Outras ações: no dia 08 de março, o evento foi iniciado com a palestra do professor de Filosofia Luciano Gomes que abordou o tema: “Sou homem e preciso do feminismo”, além de rodas de conversa com todas as mulheres do campus para definir as temáticas mais importantes a serem discutidas ao longo do mês.

 Durante a terceira semana, algumas alunas espalharam cartazes pela escola, divulgando dados como a violência sexual sofrida no Brasil a cada 11 minutos, a violência no parto, a desigualdade salarial, assim como mensagens direcionadas aos homens do Instituto.

 Já no dia 22 de março, as representantes do movimento feminista negro, Gabby Maturana (professora de Geografia e militante do Movimento Nacional Quilombo Raça e Classe) e Anna Caroline dos Santos Tomaz (graduanda do curso de Ciências Sociais e militante do Coletivo Negro José do Patrocínio) apresentaram a questão “Como é ser mulher negra no Brasil?”. “Foi uma palestra rica e emocionante, mostrando como a mulher negra sofre ainda mais pela questão de gênero estar associada à questão racial”, conta a organizadora.

 A programação também incluiu uma intervenção de alunos do Clube de Debates no dia 23 de março quando, no intervalo das aulas, fizeram uma leitura de textos e um debate acerca do conceito de feminicídio. Uma roda de conversa sobre sexualidade e gravidez também aconteceu no dia 25 de março com alunas e professoras.

 Outro momento marcante do mês foi a palestra sobre a luta das mulheres durante a Ditadura Militar no Brasil com a professora de História do IFF, Guiomar Valdez. Por fim, no dia 30, um outro debate foi promovido pelo Clube de Debates com o tema “A pornografia, a objetificação da mulher e a cultura do estupro”.