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Servidores desenvolvem projetos de inovação e sustentabilidade

Consumo Racional

Edital do IFFluminense selecionou propostas tendo como foco a redução de despesas e captação de recursos em agências de fomento.
por Comunicação Social da Reitoria publicado 12/12/2016 16h51, última modificação 27/12/2016 10h46
Exibir carrossel de imagens Reunião com os coordenadores dos projetos aconteceu no Centro de Referência.

Reunião com os coordenadores dos projetos aconteceu no Centro de Referência.

 Pensar em soluções que sejam inovadoras e sustentáveis é um desafio presente não só em empresas e indústrias, mas também em instituições como o IFFluminense que tem seu compromisso pautado em uma sociedade mais justa, ambientalmente consciente e economicamente viável, de forma a buscar um desenvolvimento sustentável que atenda a todos.

 Mais do que produzir conhecimento e desenvolver tecnologia, é importante também fazer o dever de casa. Assim como nas residências os moradores procuram economizar energia e água, no Instituto não é diferente. É importante buscar alternativas e boas práticas de gestão do uso desses recursos. Dessa forma, o Edital n.º 133, lançado em junho de 2016, selecionou oito propostas de projetos para redução de despesas de custeio no IFFluminense, por meio dos Sistemas de Inovações para Sustentabilidade (SiS), e para captação de recursos em agências de fomento.

 Os projetos selecionados estão recebendo apoio para elaboração de propostas competitivas e respectiva submissão. Na tarde dessa quinta-feira, 08 de dezembro, os coordenadores dos projetos se reuniram com a equipe da Diretoria de Internacionalização e Inovação para avaliar o andamento das propostas, trocar ideias e sugestões e compartilhar experiências. “É um momento de feedback, para sabermos no que eles tem avançado”, conta Henrique da Hora, diretor de Internacionalização e Inovação.

 Por meio do edital, cada proposta conta com o apoio de três bolsas de fomento: uma Bolsa para Pesquisador (BPesq), uma Bolsa de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Pibiti-IFF) e uma bolsa de Extensão Tecnológica. “Nosso objetivo é dar condições, suporte, para os pesquisadores aprimorarem suas ideias e terem condições de buscar recursos em agências de fomento”, complementa Henrique. O trabalho iniciou em agosto e termina no final de dezembro. A partir daí, a tarefa será submeter os trabalhos em editais nacionais, e, para isso, os coordenadores estão recebendo orientações sobre os caminhos a seguir.

 De acordo com Henrique, mesmo que as propostas não tenham o êxito esperado, o processo de submissão é importante. “As respostas das agências irão nos auxiliar no aprimoramento dos projetos. É uma avaliação externa importante para conhecermos os erros e acertos e darmos os encaminhamentos necessários”, acredita.

 Entre os projetos selecionados, “Retrofit nas salas do IFFluminense”, do Campus Campos Guarus, visa aferir o consumo de energia e propor soluções técnicas para alcançar a redução com a implantação de tecnologia integrada à arquitetura da sala de aula. “Nossa ideia é produzir esta tecnologia – o acionador. Seria como um cartão de hotel, que aciona a energia elétrica do quarto quando inserido no local indicado, só que mais aprimorado e mais adequado ao perfil estudantil”, explica Francisco Marçal, servidor responsável.

 O projeto “IFF Sustentável”, já bem conhecido pela comunidade interna do Campus Campos Centro, também está entre os aprovados. “Nossa trabalho é de conscientização e de comunicação, porque é possível reduzir o consumo com medidas pequenas: substituir o copo descartável, por exemplo, adesivos relembrando de apagar a luz e desligar aparelhos quando sair da sala, um guia de boas práticas, além de um espaço de convivência ao ar livre. São pequenas coisas que podem fazer a diferença”, acredita Mônica Chagas, servidora responsável. O projeto tem como base os 5R´s: repensar, recusar, reduzir, reutilizar e reciclar.

 Em São João da Barra, a proposta da servidora Giovana Almeida é de aproveitamento de água da chuva. “Nesse momento, estamos coletando informações do índice pluviométrico para justificar o projeto”, explica. Com o título “Reuso de águas pluviais para irrigação e limpeza no IFFluminense Campus São João da Barra”, o trabalho está divido em duas etapas: a primeira, de conscientização, e a segunda, de implantação de medidas de economia de água e montagem de um sistema de captação de águas pluviais utilizando o telhado do instituto como área coletora.

 O Polo de Inovação vem desenvolvendo e empregando em aplicações reais Medidores Inteligentes para o controle de consumo (e geração) de água e energia. O projeto pretende instalar tais medidores em diferentes pontos do campus e obter as medidas precisas de consumo de energia, melhorando seu uso racional, além de equilibrar a matriz energética. “Este projeto é parte de algo maior, que é fazer um campus inteligente”, enfatiza Juliana Monteiro, coordenadora do trabalho. O objetivo é que o Polo opere de maneira ainda mais sustentável do que já atua. “E disponibilizar essas informações online para servir de base para outras pesquisas”, complementa Juliana.

 Já o projeto do servidor Washington Paravidino visa diminuir as contas de energia elétrica do Campus Centro. Para isso, propõe a instalação de três tipos de tecnologia de painel solar e, depois, comparar a eficiência dos painéis. Recentemente, ele visitou uma empresa de tecnologia de painel solar, em Campos-RJ, para conhecer e buscar informações.

 Também estão entre os projetos selecionados o reaproveitamento da água que escoa dos aparelhos de ar-condicionado para uso em atividades cotidianas, de autoria da servidora do Campus Campos Guarus, Carolina Relvas; no Campus Bom Jesus, o professor Daniel Coelho propõe o “Tratamento e reúso de efluentes agroindustriais e domésticos utilizando sistemas alagados construídos com fins de embelezamento paisagístico”. A proposta objetiva aplicar tecnologias de tratamento e reúso de águas residuárias por meio da implantação de estação de tratamento compacta, associada aos sistemas alagados construídos; em Cabo Frio, está sendo desenvolvido o projeto “Automação de iluminação para eficiência energética”, do prof. Flávio Feliciano, que prevê a construção de sensores de corrente para medir e quantificar os gastos e a utilização destes sensores para automatizar a iluminação; em Maricá, o foco é a nova sede do campus, prevista para 2017, com redução de consumo, desenvolvimento de competências e a inclusão da comunidade local em estratégias de inovação sustentável na geração e/ou utilização dos seguintes recursos: papel, serviço de reprografia, copos descartáveis, combustível, água não potável e energia elétrica. O trabalho é coordenado pela servidora Carla de Almeida; já em Itaperuna, a proposta coordenada pelo professor Adriano Ferrarez prevê a “Criação da comissão do uso racional de energia, água e materiais”, para realizar estudos e implementar ações visando à sustentabilidade do campus.  

 

Comunicação Social da Reitoria