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Mostra de Extensão debate a Divulgação Científica e a Transferência do Conhecimento

Mesa-redonda

Palestrantes falaram sobre a importância da divulgação científica e da popularização da Ciência.
por Comunicação Social da Reitoria publicado 19/10/2018 16h04, última modificação 19/10/2018 16h04

 Levar a ciência e o conhecimento para além dos muros das instituições de ensino. Esse foi um dos temas norteadores da mesa-redonda “Divulgação Científica X Transferência de Conhecimento”, realizada na manhã desta quinta-feira, dia 18 de outubro, durante a X Mostra de Extensão IFF-UFF-UENF e II UFRRJ, no Centro de Convenções da Universidade Estadual do Norte Fluminense.

 A professora do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) e doutora em Biociência e Biotecnologia pela Uenf, Aline Chaves Intorne, discorreu sobre como cientistas e pesquisadores podem contribuir para a redução das desigualdades por meio da Ciência, destacando que esse é um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que fazem parte da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

 “O Brasil é o 10.º país mais desigual do mundo de acordo com o índice de Gini, que avalia a desigualdade entre os países. A educação tem o poder de transformar isso. Na Uenf, onde estudei e trabalhei, vejo isso acontecer todos os dias por meio da Ciência. Temos contrastes enormes que precisamos combater e a universidade nos dá ferramentas para isso”, ressaltou Aline, dando exemplos de projetos de extensão e ações que levam a ciência para a comunidade, como o “Ciência na Rua”, do qual ela faz parte e que atingiu mais de 4.500 pessoas, por meio da realização de feiras e eventos em escolas, praças públicas, empresas e bares.

 O professor da Universidade Federal do Espírito Santo, Breno Salgado, abordou o tema “Comunicação Científica Eficiente”, destacando a importância de levar o conhecimento que é produzido nas instituições de ensino para as pessoas da forma mais simples e eficiente possível. “Quanto mais conhecimento você tem sobre um tema, mais você saberá falar de forma simples sobre ele. Temos que procurar fazer isso com as pessoas que não estão na academia e não possuem contato com a Ciência. Esse retorno à comunidade do que produzimos é uma função social inerente ao nosso trabalho”, afirmou Breno.

 Mediada pelo pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários da Uenf, Olney Vieira da Motta, a mesa-redonda contou, ainda, com a participação da professora do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) e coordenadora do Grupo de Pesquisa em Alfabetização Científica e Espaços de Educação Não Formal (Gepac), Manoela Vilar Amado. A professora falou sobre o seu trabalho com Museus de Ciência no Espírito Santo e abordou conceitos ligados à Comunicação Científica, como a Popularização da Ciência que, de acordo com ela “consiste em levar o conhecimento a todos os cidadãos, tanto para as maiorias, quanto para as minorias”.

 Apresentação de trabalhos – a programação da Mostra de Extensão do dia 18 de outubro também contou com apresentação oral de trabalhos de estudantes do IFF e da Uenf, nas áreas temáticas de Meio Ambiente, Direitos Humanos, Tecnologia, Educação e Saúde.

 A estudante Lívia Menegoi, do Curso de Engenharia de Controle e Automação do Campus Campos Centro do IFF apresentou o projeto “Abrindo portas: inclusão digital na longevidade”, orientado pelo servidor Jadiel da Silva Fioravante, que teve início em 2016, e consiste na oferta de aulas semanais para inclusão de idosos na tecnologia, que os auxiliam a utilizar computadores e celulares.  “O projeto promove socialização e interação dos idosos de forma geral, com os colegas em sala de aula e na internet, melhora da qualidade de vida e autoestima, além de trazer mais independência para atividades no computador e no celular, que antes eles dependiam de filhos ou netos para resolver”, destaca a bolsista.

 Na temática de Meio Ambiente, a estudante do Bacharelado em Engenharia Ambiental do Campus Campos Guarus, Gabriela Marques, apresentou o projeto “Educando com a horta”, coordenado pela servidora Raquel de Azevedo Carneiro. De acordo com Gabriela, o projeto surgiu em 2016 com o objetivo de criar um espaço humanizado e que pudesse integrar os servidores em torno dele no campus, mas acabou gerando outros benefícios além da integração e do consumo do que é produzido na horta.

 “O projeto fez com que as pessoas se envolvessem e percebessem outros pontos que poderíamos melhorar a partir da horta, como a questão da gestão dos resíduos sólidos do campus que são destinados para a compostagem e o projeto do sistema automático de irrigação, que evita o desperdício de água, ações que dão uma importante contribuição para o meio ambiente”, destaca a estudante.

 As fotos da Mostra de Extensão podem ser conferidas AQUI