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290 trabalhos serão apresentados durante a IX Mostra de Extensão IFF – Uenf – UFF e I UFRRJ

Extensão

Evento acontece até sábado com diversas atividades, entre oficinas, palestras, apresentações de trabalhos e culturais.
por Comunicação Social da Reitoria publicado 24/10/2017 20h23, última modificação 25/10/2017 10h20
Show image carousel Mesa de autoridades, da esquerda para a direita: Jair, Olney, Teresa, Vicente e Roberto.

Mesa de autoridades, da esquerda para a direita: Jair, Olney, Teresa, Vicente e Roberto.

 A abertura oficial da IX Mostra de Extensão IFF – Uenf – UFF e I UFRRJ foi realizada na tarde desta terça-feira, 24 de outubro de 2017, no Centro de Convenções da Uenf, em Campos dos Goytacazes-RJ. O evento, que segue até o dia 28 com programação aberta ao público, integra a 14.ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia que tem como tema principal “A matemática está em tudo”.

 E os números estiveram presentes em alguns discursos como o do pró-reitor de Pesquisa, Inovação e Extensão do IFF, Vicente de Oliveira, que destacou o quantitativo de trabalhos a serem apresentados ao longo da semana no evento que recebeu 1189 inscritos. “Temos 290 trabalhos, sendo 160 só do IFF”, informou em sua fala na mesa de abertura composta também pelas seguintes autoridades: Teresa de Jesus Peixoto, vice-reitora da Uenf; Olney Vieira da Motta, pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários da Uenf; Jair Felipe Garcia, diretor da UFRRJ; e o diretor do ESR da UFF Campos, Roberto Cézar Rosendo.

 “Acho que precisamos avançar mais, temos muito a crescer na extensão. E este evento é muito importante, a gente precisa sempre estar exercitando, crescendo e participando em conjunto para fortalecer as nossas instituições”, completou Vicente.

 Quem também usou números em seu discurso foi a palestrante da Conferência de Abertura, a professora da UFRJ Lílian Maria Bahia Garcia de Oliveira, com o tema “Extensão na universidade pública brasileira: reconhecer diferenças para construir resultados?”. Ela utilizou a matemática para mostrar as diferenças sociais e a necessidade de políticas públicas para corrigir as desigualdades versus a concentração de riquezas, questões que, segundo ela, não são irrelevantes para as universidades que, por sua vez, não estão imunes a elas. Lilian também usou números para mostrar que as universidades públicas brasileiras exercem um importante papel no desenvolvimento da extensão e pesquisa e que estão inseridas no cenário internacional. “Se tivermos um olhar mais estratégico e mais positivo, podemos trazer mais oportunidades para o Brasil”, disse reforçando, ainda, o papel da extensão universitária no trabalho da academia junto à sociedade e ao mercado.

 A importância da extensão também foi destacada por Roberto Cézar. “Esse é um papel fundamental da universidade, levar conhecimento para a comunidade e trazer a comunidade para dentro da universidade. E quem faz isso? Os pesquisadores articulados aos alunos. São eles que fazem a grande transformação do ponto de vista científico, e esta transformação se dá, sobretudo, quando essas pesquisas transformam-se em mudanças e processos; quando conseguimos levar para fora da universidade a transformação pela tecnologia, ciência, promovendo mudança social”, disse. Jair Felipe também ressaltou o evento como uma oportunidade de fortalecer as pesquisas no interior, de forma que suas produções e resultados tragam benefícios para essas comunidades e não apenas para as dos grandes centros.

 E como não poderia deixar de ser, a abertura do evento também foi marcada pelo panorama atual de dificuldades pelas quais passam as instituições públicas de ensino e a educação. “A extensão tem um papel fundamental para nos aproximarmos da comunidade, estabelecendo uma troca do saber científico com o saber popular e, dessa forma, podermos estar muito mais próximos da população e transformar esse país, porque é através das universidades que fazemos isso. Nesta região, principalmente, podemos e temos toda a capacidade de juntos modificarmos este cenário e garantirmos a existência das universidades, da educação, das liberdades e da democracia”, enfatizou Teresa.   

 A programação ainda contou com apresentação artística do Programa CulturARTE, com coral e manifestação cultural, acompanhada de canto, “Puxada de Rede”, atividade pesqueira dos negros recém-libertos, que encontraram na pesca uma forma de sobreviverem.

 Confira a programação completa em http://mostraextensao.iff.edu.br/.