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IFF promove minicurso sobre produção de recurso pedagógico com impressão 3D

Inclusão

Capacitação destacou a utilização da tecnologia na fabricação de material pedagógico acessível a pessoas com deficiência.
por Comunicação Social da Reitoria publicado 15/07/2019 19h22, última modificação 15/07/2019 19h22
Exibir carrossel de imagens Revisor de textos Braille, Renato Costa, manuseia objeto produzido em impressora 3D (Fotos: Tiago Quintes)

Revisor de textos Braille, Renato Costa, manuseia objeto produzido em impressora 3D (Fotos: Tiago Quintes)

 A impressão 3D é utilizada em diversas áreas do conhecimento, como a medicina, engenharia e aeroespacial, entre outras. Na educação, o uso desta tecnologia tem sido uma importante aliada no processo de ensino e aprendizagem, especialmente de pessoas com algum tipo de deficiência.

 Com o objetivo de capacitar profissionais que atuam nos Núcleos de Apoio às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (NAPNEEs) dos campi do IFFluminense, a Diretoria de Políticas Estudantis, Culturais e Esportivas (Dipece) promoveu o minicurso “Impressão 3D e sua Aplicação no Aprendizado de Pessoas Cegas”, nesta segunda-feira, dia 15 de julho, na Reitoria do IFF.

 Ministrado pelo pesquisador e professor Renato Frosch, das Universidades São Judas Tadeu e Católica de Santos-SP, o minicurso contou com duas partes: a primeira com abordagem teórica sobre a impressão 3D no contexto metodológico e pedagógico com embasamento da fabricação digital, e a segunda mais operacional, com apresentação dos materiais produzidos e de programas voltados para este tipo de impressão, além de testes e ensaios com impressoras 3D do IFF.

 Renato destacou que uma característica importante da impressão 3D é o uso universal. “O material criado em uma impressora pode atender a todos, ele atende a uma criança com baixa visão, uma criança surda e a sala como um todo, é um material de fato, inclusivo, que não atende a um grupo específico, e esse é o olhar da impressora não só como equipamento, mas um olhar mais amplo da universalidade do desenho de um objeto”, ressalta o professor.  

 Ele acrescenta que “o mais importante não é a impressora, é o contexto metodológico, pedagógico. A partir do momento em que eu me coloco a discutir os assuntos relacionados a isso na educação, venho mostrar um algo a mais, acho que essa é a inovação de fato, da importância do material se tornar universal”.

 A pedagoga do Campus Quissamã, Karina Rocha, diz que não atua diretamente do Napnee, mas buscou o minicurso, pois a unidade tem recebido alunos com algum tipo de deficiência. “Todas as tecnologias que vão facilitar o aprendizado desses alunos com necessidades especiais me interessam muito”, afirma.

 Coordenadora do Napnee do Campus Campos Centro, Sirley Brandão ressaltou a importância de saber utilizar adequadamente a impressora 3D. “Temos a impressora e não sabemos utilizá-la como recurso pedagógico. Todo esse material concreto vai contribuir muito com o aprendizado não só dos nossos alunos com necessidades especiais, mas de todos os estudantes”.

 O revisor de textos Braille do IFF, Renato Costa, destaca que “esse minicurso, com um professor que já tem uma experiência voltada para impressão 3D de material voltado para pessoas com deficiência, pessoas cegas, é um ganho muito grande para direcionar o nosso trabalho para os nossos alunos”.

 Além de profissionais ligados aos Napnees, o minicurso contou com a participação de servidores técnico-administrativos, de professores do IFF e do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) e de ex-aluna do Curso de Arquitetura e Urbanismo.