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Instituições se reúnem no IFF pela permanência da Universidade Federal Rural em Campos

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Campus da UFRRJ no município corre o risco de perder sua sede, que foi doada na década de 70.
por Comunicação Social da Reitoria publicado 05/06/2019 15h21, última modificação 05/06/2019 19h30
Exibir carrossel de imagens Gestores discutiram alternativas para manutenção das atividades da Universidade Rural em Campos (Foto: Tiago Quintes).

Gestores discutiram alternativas para manutenção das atividades da Universidade Rural em Campos (Foto: Tiago Quintes).

 Representantes do Instituto Federal Fluminense (IFF), da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), do Colégio Agrícola, da Prefeitura Municipal de Campos e do Sindicato Rural de Campos se reuniram com gestores da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), na manhã desta quarta-feira, dia 05 de junho, na Reitoria do IFF, para pensar em soluções em conjunto e alternativas de parceria para manutenção do campus e das pesquisas da UFRRJ no município.

 A área da Universidade Federal Rural, que possui 430.000 m², com 6.000 m² de área construída, foi doada na década de 70 pela antiga Usina São José, mas o grupo empresarial que comprou a usina quer retomar o espaço e já obteve decisões judiciais favoráveis, sendo a última, há cerca de 15 dias no Supremo Tribunal de Justiça (STJ). A UFRRJ corre o risco de perder sua sede.

 Durante a reunião, o diretor do Campus Campos dos Goytacazes da UFRRJ, Jair Ramalho, apresentou a história e o trabalho desenvolvido pela unidade, que tem como um de seus principais projetos o melhoramento genético da cana-de-açúcar, com mais de 200 experimentos instalados na região Sudeste e no Sul da Bahia, e que também é pioneira no controle biológico de pragas, com um laboratório que produz inimigos naturais de pragas, com tecnologia limpa, sem uso de agrotóxicos. Apenas em 2018, o campus atendeu mais de 2.000 produtores, entre outras ações.

 “A perda do espaço da universidade rural representaria a perda de anos de pesquisa de cana-de-açúcar e de outras culturas. É uma perda muito grande para a universidade e para a sociedade, que investiu milhares de reais na estrutura física do campus e na capacitação de produtores rurais e de pesquisadores. Por isso, estamos buscando alternativas e apoio das entidades e da sociedade para a manutenção do campus”, afirmou o diretor.

 Os representantes das instituições presentes na reunião demonstraram apoio na luta pela permanência da Universidade Rural em seu espaço e para firmar parcerias que possibilitem a continuidade de suas pesquisas, na hipótese do campus perder sua sede. Na ocasião, foi formada uma comissão com um representante de cada instituição para tratar mais diretamente destas questões com a UFRRJ. Também ficou decidido que as instituições de ensino divulgarão uma nota oficial conjunta manifestando apoio à universidade.

 O reitor do IFF, Jefferson Manhães de Azevedo, destacou o espírito de solidariedade das instituições e o compromisso com a manutenção das atividades da Universidade Federal Rural, diante de sua importância para o desenvolvimento do município de Campos e região. “Não mediremos esforços entre as instituições para abrigar as pesquisas, servidores e laboratórios do campus da Rural se essa for a alternativa que nós vislumbrarmos como possível, mas temos esperança de que a universidade vai permanecer no seu espaço, continuando a colaborar com a qualidade do seu trabalho para o município”, afirmou Jefferson.

 Reitor da UFRRJ, Ricardo Luiz Berbara, disse que vai continuar lutando para manter a área da universidade e que sai satisfeito da reunião. “Nós saímos daqui fortalecidos no plano das relações institucionais com o objetivo de primeiro, superarmos essa crise que o campus da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro está enfrentando hoje, que é um problema potencialmente sério, não só para a universidade, mas para a região inteira, haja vista o número de projetos que essa unidade realiza, como desenvolvimento de pastagens, cana-de-açúcar e diversas culturas adaptadas ao Norte e Noroeste do estado do Rio de Janeiro, e também saímos muito felizes porque detectamos a possibilidade de projetos comuns com o IFF e a Uenf que vão causar impacto em toda a região”, finalizou o reitor.