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Internacionalização projeta iniciativas da Rede Federal para o mundo

110 Anos

No IFF, trabalho desenvolvido pelo Polo de Inovação foi selecionado como uma das iniciativas inspiradoras em educação profissional e tecnológica no mundo.
por Comunicação Social da Reitoria publicado 02/12/2019 14h12, última modificação 02/12/2019 16h11
Exibir carrossel de imagens Formatura na Sigma Clermont (França).

Formatura na Sigma Clermont (França).

 Trocar conhecimentos, aproximar culturas, importar e exportar ideias. Como uma importante estratégia de desenvolvimento da educação profissional e tecnológica, a internacionalização na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica já proporcionou parcerias com instituições de ensino de mais de 30 países.

 Por meio da mobilidade e do intercâmbio científico e acadêmico, estudantes e servidores têm a oportunidade de compartilhar boas práticas realizadas nas suas unidades e ver de perto os saberes, processos e tecnologias em desenvolvimento ao redor do mundo.

 Diplomas que abrem portas – As iniciativas de internacionalização também abrem portas para os discentes da Rede Federal dentro e fora do País. Esse é o caso dos jovens que estão conquistando a dupla diplomação franco-brasileira, a partir de uma parceria pioneira entre o Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) e organizações francesas dentro do programa Brafitec, convênio entre Brasil e França voltado para a área de Engenharia.

 Assinado em 2016, o acordo que permitiu a ampliação da parceria dentro do Brafitec para a obtenção do diploma duplo, se deu a partir dos resultados das primeiras experiências com os estudantes do IFSul no intercâmbio. “Quando nossos primeiros discentes participaram do Brafitec na Sigma Clermont (na época, Institute Français de Mecanique Avanceé), o bom desempenho deles fez com que se criassem as condições para que desenvolvêssemos esse acordo de dupla diplomação”, conta o professor e coordenador do Brafitec no IFSul, Pedro Hernandez Júnior.

 Segundo Pedro, além de demonstrarem um alto grau de rendimento nas instituições francesas, os estudantes enviados para o intercâmbio também  apresentam um desempenho acadêmico diferenciado no próprio instituto, já que, para participar do programa, eles passam por uma seleção rigorosa, que contempla entrevista, avaliação do coeficiente acadêmico e da nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), nível de francês, entre outros pré-requisitos.

 Com a parceria entre o IFSul e a Sigma Clermont, dois jovens do Campus Sapucaia do Sul foram os primeiros da rede a obterem o diploma francês dentro do Brafitec. Além de Harrison Aguirre e Amanda Bernar, outros sete alunos do IFSul, dos campi Sapucaia do Sul e Pelotas, estão, neste momento, realizando seus estudos na instituição francesa.

 A partir da parceria entre as instituições, os estudantes cursam três anos no Brasil, dois anos na França e mais um período de um ano a um ano e meio no seu retorno. A ida deles para a França geralmente acontece em agosto de cada ano, quando se inicia o primeiro semestre letivo no país estrangeiro. Além de poderem aproveitar no IFSul parte das disciplinas realizadas na França, os participantes recebem bolsa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e podem realizar estágios remunerados durante o intercâmbio.

 Após retornar, na semana passada, de missão institucional na França, o professor Pedro conta que há novidades dentro das parcerias internacionais: mais um convênio de dupla diplomação está sendo finalizado, desta vez com a Ecole des Mines D'Allès – a outra instituição francesa parceira do IFSul no Brafitec. “Ou seja, os nossos dois parceiros franceses no programa firmaram conosco acordos de dupla diplomação. Isso é um grande feito para o IFSul e para a Rede Federal”, avalia o docente. Além disso, outra parceria de mobilidade está sendo fechado com o Campus d’enseignement supérieur et de formation professionnelle (CESI).

 Reconhecimento da Unesco – O trabalho desenvolvido pelo Polo de Inovação do Instituto Federal Fluminense (IFF) foi selecionado como uma das iniciativas inspiradoras em educação profissional e tecnológica no mundo. A avaliação é do Centro Internacional para a Educação Profissional e Tecnológica (Unevoc) da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

 A distinção obtida pelo IFF reconhece as ações realizadas no Polo, que, desde 2016, abriga trabalhos feitos em parceria com empresas, estudantes da rede estadual, aulas de pós-graduação, programas de iniciação científica e tecnológica, estágios, projetos finais de curso, dentre outros. O Polo de Inovação Campos dos Goytacazes é uma das cinco propostas aprovadas em toda a Rede Federal, em 2015, na Chamada Pública da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

 A unidade é composta por laboratórios onde são desenvolvidas ações de pesquisa, inovação, extensão tecnológica e ensino. Além de ser um braço de atuação do Instituto, o Polo também busca apoiar o setor produtivo e instituições parceiras na realização de projetos de pesquisa e inovação, prestar serviços tecnológicos e disseminar conhecimento nas suas áreas de atuação, como eficiência energética e monitoramento de resíduos e de recursos hídricos, dentre outras. Na área de recursos humanos, no local, também é desenvolvido um programa de capacitação para profissionais das empresas parceiras, servidores e estudantes, atendendo demandas de capacitação técnica e de gestão e estreitando as relações do Polo com as indústrias.

 De acordo com o diretor do Polo de Inovação, Rogério Atem Carvalho, cerca de 60 estudantes do IFF e externos participam do dia a dia da pesquisa. O reconhecimento obtido junto à Unesco, segundo ele, coroa o trabalho do Polo como uma prática de referência na formação de pessoal qualificado, na interação com a comunidade e nas ações realizadas junto com empresas.

 União global para transformar realidades locais – Um projeto com parceiros de países como Brasil, Chile, Espanha, Finlândia, Portugal e Uruguai e cuja motivação é a criação de soluções para lidar com diferentes problemas, contribuindo para que os estudantes possam ter uma melhor formação em termos de inovação, habilidades técnicas e internacionalização.

 Este é um resumo do LaPassion, sigla para a tradução em inglês de “Práticas latino-americanas e soft skills para uma rede orientada para a inovação”. Na Rede Federal, diferentes institutos participam da iniciativa.

 Um desses exemplos vem do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), onde um grupo de 44 estudantes (intercambistas da Finlândia, Portugal, Espanha e Uruguai, além de discentes do próprio IFMA e de outras instituições brasileiras) teve o desafio de buscar soluções tecnológicas para a melhoria dos Índices de Desenvolvimento Humanos (IDH) de São Luís e de Santo Amaro, na região dos Lençóis Maranhenses. O trabalho foi executado através da Fábrica de Inovação, um projeto estratégico institucional do IFMA que tem como objetivo desenvolver soluções para problemas apresentados por atores públicos e privados, por meio de ações de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

 No programa, realizado no primeiro semestre deste ano, os estudantes receberam orientações segundo a metodologia do Design Thinking, que busca soluções inteligentes para problemas reais com base em princípios como empatia e interatividade. Entre os desafios das equipes estava o de promover melhorias no turismo e no acesso a necessidades básicas e buscar soluções para combater a violência contra a mulher nessas regiões.

 Ensino de Língua Portuguesa para haitianos refugiados – Aprender e dominar o idioma local pode ser considerado aspecto fundamental para a integração de um imigrante em um novo país. Tendo isso em mente, o Instituto Federal de Goiás (IFG) promove o ensino da Língua Portuguesa para um grupo de pessoas nascidas no Haiti, cujos idiomas oficiais são o francês e o crioulo haitiano.

 O projeto “Acolher, ensinar e aprender: português para imigrantes em situação de vulnerabilidade” também atua em outras frentes. Ele também prepara os participantes para o vestibular do Instituto e para o ingresso na Educação de Jovens e Adultos (EJA). A ação atende um grupo heterogêneo, com pessoas de diferentes idades, níveis de escolaridade e de conhecimento da Língua Portuguesa.

 O projeto também se mostra como um espaço de oportunidade para os estudantes de Letras do Campus Goiânia do IFG, já que um grupo de alunos se dedica a elaborar e a ministrar as aulas para os integrantes.

 A iniciativa, que surgiu em 2017, nasceu a partir da necessidade de ofertar aulas de Língua Portuguesa para estrangeiros e de atender a demanda de pessoas em estado de refugiados e portadoras de visto humanitário, resultando no projeto de extensão. Para a concepção das aulas do projeto, uma série de reuniões foi realizada para a mapear as principais necessidades comunicativas do grupo de haitianos e para identificar os níveis de conhecimento da Língua Portuguesa pelos participantes.

 

Greice Gomes e Vitor Azocar

Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul)

Com informações das Assessorias de Comunicação dos Institutos Federais Fluminense (IFF), do Maranhão (IFMA) e de Goiás (IFG)

Fonte: Site do Conif