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Programa Future-se é tema de debate no IFF Bom Jesus

Em debate

Alunos, professores e servidores técnico-administrativos participaram do encontro, no auditório do campus.
por por Ana Paula Giori Fassarella / Comunicação Social da Reitoria publicado 02/10/2019 11h00, última modificação 03/10/2019 11h07
Exibir carrossel de imagens O reitor do IFF, Jefferson Manhães, apresentou dados sobre a educação no Brasil e no exterior e reflexões sobre o programa Future-se.

O reitor do IFF, Jefferson Manhães, apresentou dados sobre a educação no Brasil e no exterior e reflexões sobre o programa Future-se.

 Para aprofundar o entendimento da comunidade acadêmica, esclarecer dúvidas e subsidiar o posicionamento institucional sobre o programa Future-se, anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) no fim de julho, a gestão do Instituto Federal Fluminense promoveu mais um encontro entre o reitor do IFF, Jefferson Manhães de Azevedo, e a comunidade acadêmica. O evento reuniu alunos, professores e servidores técnico-administrativos na manhã desta terça-feira, dia 1º de outubro, no auditório do IFF Bom Jesus do Itabapoana. O intuito da gestão é percorrer todos os campi do IFFluminense para divulgar e debater o projeto proposto pelo MEC para as universidades e institutos federais. As unidades Cabo Frio e Campos Centro também já sediaram o encontro.

 Com o espaço lotado, o debate foi aberto pelo diretor geral do campus, Carlos Antônio Araújo de Freitas. Em seguida, o reitor do IFF apresentou pesquisas, realizadas por fontes renomadas, a respeito do desempenho da educação e dos investimentos público e privado no setor, especialmente para desenvolvimento da ciência, no Brasil e em países desenvolvidos que compõem a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

 Jefferson também mostrou o que foi divulgado até então sobre o Future-se, convidando a comunidade acadêmica para a reflexão sobre a adesão ou não ao programa. Após a apresentação, foi dada oportunidade para participação do público com reflexões e questionamentos para esclarecer dúvidas sobre o tema.

 “A autonomia administrativa de universidades e institutos federais é uma importante matriz do debate sobre o Future-se”, disse Jefferson ao analisar os focos principais de questionamento sobre o programa do MEC. Segundo o reitor, o projeto aponta como formas de financiamento das instituições federais de ensino as Organizações Sociais (OS), associações privadas que recebem recursos públicos para prestação de serviços em áreas como saúde e educação, e os Fundos de Investimento, que preveem financiamento de fundos de direito privado.

 O reitor destacou a importância da participação de todos para um debate amplo e conhecimento mais detalhado sobre o programa Future-se. “Temos dois desafios com esse debate: o primeiro é alargar o entendimento das pessoas sobre a realidade da educação brasileira, com um aprofundamento a partir de vários olhares e de referências internacionais, especialmente sobre a educação superior, que é o foco principal do programa proposto pelo governo federal. O segundo desafio é oferecer subsídios para sugerir intervenções neste processo, já que o programa agora vai para o Congresso Nacional, onde sofrerá ajustes, e nesse espaço é preciso também que as comunidades possam apresentar aos parlamentares elementos para sanar fragilidades do programa Future-se e ajudar a aprimorá-lo para que de fato essa proposta fortaleça a educação pública brasileira. Mas só é possível compreender e intervir se houver oportunidade de acesso às informações, aos dados, pois esse programa mexe de fato com a orientação das nossas instituições de educação pública e, para tomar qualquer decisão, todos precisamos estar bem informados e ter clareza de quais são as consequências dessa decisão”, analisou Jefferson.

 O Programa –  de acordo com o MEC, o Future-se busca o fortalecimento da autonomia administrativa, financeira e da gestão das universidades e institutos federais. Essas ações serão desenvolvidas por meio de parcerias com organizações sociais e fundos de investimento. Segundo o Ministério da Educação, a adesão ao programa é voluntária: somente as instituições federais de ensino que manifestarem interesse em participar estarão inclusas.

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