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Tenda Tecnológica é destaque na programação da 42ª Reditec

Reditec 2018

Projetos premiados representarão o Brasil em evento internacional, na Austrália.
por Rebeca Casemiro (IFCE) publicado 13/09/2018 17h15, última modificação 13/09/2018 17h15
Exibir carrossel de imagens 41 projetos de 23 instituições da Rede Federal foram apresentados (Fotos: Gildo Júnior - IFRR e Mayhara Barcelos - IFF)

41 projetos de 23 instituições da Rede Federal foram apresentados (Fotos: Gildo Júnior - IFRR e Mayhara Barcelos - IFF)

 Os estudantes são o foco principal de todo trabalho desenvolvido pelos gestores da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica. Justamente por esse protagonismo, eles estão tendo uma participação especial durante a 42ª Reunião Anual dos Dirigentes da Rede Federal (Reditec), num espaço voltado para divulgação dos projetos de inovação desenvolvidos pelos alunos da Rede: a Tenda Tecnológica.

 Lá, 41 projetos de inovação de 23 instituições da Rede Federal estão expostos e sendo visitados por gestores e estudantes de escolas das redes municipal e estadual. Além da troca de experiência entre as instituições, os projetos foram avaliados por consultores externos de universidades e instituições de pesquisa do Rio de Janeiro e os melhores premiados com a participação no Congresso da Federação Mundial de Colleges e Politécnicos (WFCP), na sigla em inglês, de 8 a 10 de outubro de 2018, em Melbourne, na Austrália, com as despesas de passagens e diárias pagas pela organização da Reditec 2018.

 Um dos projetos finalistas foi o "Determinantes da qualidade do Café no Espírito Santo", pesquisa desenvolvida no Campus Venda Nova do Imigrante do IFES. De acordo com o professor Lucas Louzada, o objetivo era, por meio de manipulação de rotas metabólicas, simular as condições e mudar o processo de produção dos grãos em algumas propriedades com condições climáticas e de solo menos favoráveis e, consequentemente, o sabor final.

 Luiz Henrique, que estuda Ciência e Tecnologia de Alimentos e integra a equipe do projeto, afirmou que a grande contribuição é melhorar a qualidade do café plantado pelos pequenos produtores de regiões de menor altitude para que eles possam concorrer no mercado. "Isso muda a qualidade de vida deles, a possibilidade de ter retorno financeiro melhor, de concorrer com os grandes e ajudar os filhos desses produtores a ficarem na propriedade, empreenderem e não pensar que ali é um lugar só pra quem não estuda", comentou.

 Os projetos apresentados na Tenda Tecnológica atraíram a atenção e surpreenderam a todos justamente pela diversidade de temas abordados na área de inovação. Alimentos, robótica, engenharia mecânica, eletrônica, desenvolvimento de softwares e protótipos de vários tipos, focados no baixo custo, proporcionaram um momento de grande aprendizado aos visitantes.

 O reitor do Instituto Federal Fluminense, professor Jefferson Manhães, destacou que essa é uma novidade na programação da Reditec e é uma ótima oportunidade de mostrar o que cada instituição está fazendo na área da inovação. "Estão todos encantados com cada um dos projetos apresentados aqui. E esse espaço é importante, especialmente pela participação dos estudantes, mas também porque temos dirigentes de outros países que estão vendo o que essa Rede é capaz de desenvolver em termos de aplicar tecnologia na vida das pessoas. Mostrar isso é importante porque abre portas", avaliou.

 Além do projeto sobre o Desempenho da Qualidade do Café (IFES), representarão a Rede Federal no evento mundial em Melbourne (Austrália) os seguintes projetos:  Desenvolvimento de Simulador Cardíaco (IFBA);  Algômetro Vestível Flexível (IFSP); CRAB - Veículo Adaptado à Mobilidade de Cadeirantes em Praia (IFRN);  Dispositivo Reconfigurável para Visualização 3D de Superfícies Tridimensionais (IFF); Aproveitamento Tecnológico de Lactossoro na Elaboração de Maionese (IFF).

Experiência Enriquecedora

 Independente do resultado, todos os participantes ficaram muito felizes e orgulhosos de poderem participar dessa mostra de projetos de inovação. O sentimento de terem vivido uma experiência enriquecedora é unânime entre os participantes.

 A estudante Sintia Souza, do Campus de Tabuleiro do Norte do Instituto Federal do Ceará, afirmou que não consegue mensurar essa oportunidade. "Eu moro na zona rural, só costumo sair de casa para ir para o campus e a oportunidade de desenvolver um projeto de inovação, que pode transformar a vida da minha comunidade e ainda vir a um evento desse e ser ouvida por mais de mil pessoas é fantástico", comentou.

 André Dengo, do Campus de Capanema do Instituto Federal do Paraná, compartilha do mesmo sentimento. "Fico muito feliz e orgulhoso do projeto que o instituto nos proporcionou desenvolver e aplicar junto aos produtores da nossa região. Trazer isso pra Reditec é incrível, cada pessoa que passou aqui e nos deu dicas para aprimorar vai ser fundamental pra melhoria desse produtos. Já somos vencedores por estar aqui", concluiu.

 

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