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Internacionalização é tema de mesa-redonda na 41ª Reditec

Reditec 2017

O moderador da discussão foi o reitor do IFFluminense e presidente da Câmara de Internacionalização do Conif, Jeferson Manhães de Azevedo.
por Comunicação Social da Reitoria publicado 27/11/2017 10h47, última modificação 27/11/2017 10h47
Reitor Jefferson Manhães mediou a discussão

Reitor Jefferson Manhães mediou a discussão

 Discutir os desafios para internacionalização nas instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica foi a proposta da mesa-redonda realizada na tarde da quarta-feira, 22 de novembro. Como institucionalizar o processo de internacionalização? Quais estratégias usar para se tornar um protagonista na agenda internacional? Como articular a internacionalização à estratégia de permanência e êxito? Essas e outras questões nortearam a discussão.

 Luciane Stallivieri, professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Carlos Fernando da Silva Ramos, vice-presidente do Instituto Politécnico do Porto (IPP); Raúl Esteban Moya Martinez, reitor do Instituto Professional Los Lagos-Chile e presidente da Organização Universitária Interamericana (OUI) e Rogério Dentello, coordenador do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) expuseram suas experiências sobre o tema. Para moderar a discussão foi convidado o presidente da Câmara de Internacionalização do Conif e reitor do Instituto Federal Fluminense (IFF), Jeferson Manhães de Azevedo.

 A professora Luciane Stallivieri iniciou a discussão com uma reflexão sobre o papel estratégico da internacionalização para as instituições e para a formação de um cidadão com competências globais, preparado para atuar em um mercado mundial e que consiga corresponder às expectativas desse mercado. Para a professora, não existe um modelo único de internacionalização, mas é preciso pensar o processo de acordo com o perfil de cada instituição. “Institucionalizar significa ir além da Assessoria de Relações Internacionais e envolver todos os setores”.

 Carlos Fernando da Silva Ramos falou sobre o sucesso da parceria entre o Instituto Politécnico do Porto (Portugal) e os institutos federais. Por meio da articulação entre os países, servidores da Rede Federal participam dos mestrados promovidos pelo IPP, discentes podem realizar intercâmbio acadêmico e diversos projetos têm sido articulados, um dos destaques é o Virtual Sign, uma ferramenta automática e bidirecional de tradução em língua de sinais, desenvolvido pelo IPP e que está ganhando novas possibilidades a partir do trabalho do Instituto Federal de Goiás (IFG). Carlos também apresentou o projeto LaPassion, que promove intercâmbio de servidores e estudantes para vários países do mundo. “A receita para êxito é a paixão dos alunos pelos seus projetos e dos professores e staffs pelo processo de ensino-aprendizagem”, finalizou.

 Raúl Esteban Moya Martinez, presidente da OUI, apresentou as ações da organização fundada em Quebec, em 1980. Atualmente, possui 300 instituições como membros, 52 associações e está presente em 28 países. Constitui-se como única organização de ensino superior com presença em nível continental e atua como uma ponte de colaboração.

 As avaliações nacionais e internacionais realizadas pelo Inep foram abordadas pelo coordenador do órgão, Rogério Dentello, que enfatizou a importância das ações de internacionalização para apresentar bons indicadores. Segundo explicou, a mobilidade passa a integrar os instrumentos de avaliação de cursos, favorecendo as instituições que possuem políticas nesse sentido. “Queremos que cada vez mais as instituições busquem caminhos para a internacionalização, porque reconhecemos a importância desse processo”, disse.

 Jeferson, como moderador da mesa, ressaltou a importância das discussões sobre o tema, já que as instituições da Rede conseguiram avançar em tantos aspectos demonstrados pelas avaliações de órgãos como o Inep. Para ele, a internacionalização é o próximo caminho a ser desbravado com maestria. “Nós provamos que promovemos todos os níveis de educação com muita qualidade e, agora, vamos mostrar que podemos avançar com a internacionalização”.

 Em resposta ao Edital Capes Print, cujos critérios restringem a participação das instituições da Rede, Jeferson fez questão de ler o ofício redigido pelo Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal (Conif), que solicita a revisão dos requisitos para inscrição no programa de internacionalização da Capes.

 Segundo a assessora de Relações Internacionais do Conif, Ana Carolina Oliveira, a Rede tem fortalecido parcerias para expandir as ações internacionais. Dos países com os quais o Brasil possui acordo de cooperação, Portugal se destaca pelas parcerias firmadas. “Houve grande avanço na estruturação das assessorias internacionais, o desafio agora é institucionalizar a internacionalização”, comentou.

Assinatura de Convênio com a OUI

 Após o encerramento da mesa-redonda, foi assinado um Memorando de Entendimento entre o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) e a Organização Universitária Interamericana (OUI). Com o objetivo de fortalecer a cooperação no contexto do ensino superior e tecnológico, o documento incentiva as instituições a fazerem parte de um espaço de colaboração que respalda o debate cooperativo, a reflexão e a ação sobre educação. Assinaram o Memorando, o presidente do Conif, professor Roberto Brandão, e o reitor do Instituto Profissional de Los Lagos (Chile), Raúl Moya, representando o Secretário Executivo da OUI, David Julien.

Fonte: IFPB - http://reditec.vhost.ifpb.edu.br/

Érica Vilela – jornalista do IFSul Minas

Fotos: Antônio Evaldo Soares – técnico audiovisual do IFRR