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Histórico

por Ascom Reitoria publicado 02/12/2015 16h42, última modificação 09/03/2016 18h08
Lei sobre a história centenária do IFFluminense.

 A História do IFFluminense começou no início do século passado. Foi Nilo Peçanha, o então presidente da república, que criou através do decreto nº 7566 de 23 de setembro de 1909, as Escolas de Aprendizes e Artífices com o propósito de educar e proporcionar oportunidades de trabalho para os jovens das classes menos favorecidas.

 A princípio, a ideia foi implantar as escolas nas capitais dos Estados, cidades com maior capacidade de absorção de mão de obra, destino certo daqueles que buscavam novas alternativas de empregabilidade nos espaços urbanos. Excepcionalmente no Estado do Rio de Janeiro, a escola não foi instalada na capital e sim na cidade de Campos dos Goytacazes-RJ. No dia 23 de janeiro de 1910, a escola entrou em funcionamento, a nona a ser criada no Brasil com cinco cursos: alfaiataria, marcenaria, tornearia, sapataria e eletricidade.   

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 Com a crescente industrialização do país, tornava-se cada vez mais importante a formação de profissionais para suprir as demandas do mercado e doze anos depois as Escolas de Aprendizes e Artífices de nível primário são transformadas em Escolas Industriais e Técnicas, equiparando-se às de ensino médio e secundário. Com tantas mudanças, no ano de 1942, a sede da escola em Campos fica pequena e novas instalações se tornam urgentes. Assim a escola obteve o terreno no parque Dom Bosco, onde atualmente funciona o campus Campos Centro do IFFluminense. Em meados da década de 60, novos cursos são criados na Escola Técnica Federal de Campos: edificações, eletrotécnica e mecânica de máquinas e em março de 1968, são inauguradas as novas instalações da então Escola Técnica Federal de Campos.

 A partir dos anos 70, a classe média começa a procurar alternativas para a educação de seus filhos, já que as escolas púbicas tradicionais passam por um período de estagnação. Em Campos, a alternativa é a Escola Técnica Federal de Campos, que posteriormente, passa a oferecer também o curso de química, um curso técnico voltado para a indústria açucareira, uma das bases da economia da cidade.

 No ano de 1974, a ETFC passa a oferecer apenas cursos técnicos em seu currículo oficial e põe fim as antigas oficinas. Neste ano, a Petrobrás anuncia a descoberta de campos de petróleo no litoral norte do estado. Notícia que mudaria os rumos da região e influenciaria diretamente na história da instituição. A Escola Técnica Federal de Campos, agora mais do que nunca, representa o caminho para o sonho e passa a ser a principal formadora de mão de obra para as empresas que operam na bacia de Campos.

Com a crescente industrialização do país, a necessidade de formação de profissionais para o mercado contribuiu para a transformação da Escola de Aprendizes e Artífices, de nível primário, em Escolas Industriais e Técnicas, com formação de nível médio e secundário.

 No começo da década de 90, as Escolas Técnicas Federais são transformadas em Centros Federais de Educação Tecnológica, porém, só em 1999, depois de um longo período de avaliação institucional, seis unidades da Rede Federal são autorizadas a oferecer cursos em nível de terceiro grau. O Centro Federal de Educação Tecnológica de Campos é uma delas. O desenvolvimento regional passou a delinear o projeto institucional do Cefet Campos, que um ano antes havia inaugurado a Unidade de Ensino Descentralizada (Uned) em Macaé.

 Em 2002, foi celebrado um convênio com a prefeitura da cidade vizinha São João da Barra e o Núcleo Avançado de Ensino do município foi criado. Tudo com o objetivo de ampliar a participação da instituição no desenvolvimento regional. Outro Núcleo Avançado também foi criado no município de Quissamã.

 Foi em outubro de 2004, sob decretos, assinados pelo Presidente Luís Inácio Lula da Silva, que o CEFET passou a ser Centro Universitário, com todas as prerrogativas que lhe eram inerentes. Além do ensino médio e técnico, o CEFET Campos passa a oferecer os cursos superiores de Automação, Manutenção Industrial, Indústria do Petróleo e Gás, Desenvolvimento de Software, Design Gráfico, Geografia, Matemática, Arquitetura e Ciências da Natureza nas modalidades: Química, Física e Biologia, além de três pós-graduações lato sensu: Educação Ambiental, Produção Sistemas e Literatura, Memória Cultural Sociedade e um curso de mestrado em Engenharia de Meio Ambiente.

 Em 2005, o CEFET firma convênio com o Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica/Controle em Automação da Universidade Federal Fluminense (UFF) e também passa a oferecer o curso de Engenharia de Controle e Automação Industrial e também o Mestrado Interinstitucional.

 No ano de 2007, através do Programa de expansão da Rede Federal de Ensino Profissionalizante do Governo Federal, foi criada a segunda unidade descentralizada do CEFET Campos com autonomia educacional: a Unidade de Ensino Descentralizada do distrito de Guarus, em Campos onde hoje é o campus Campos Guarus. No mesmo ano, foi inaugurada a Unidade de Pesquisa e Extensão Agroambiental (Upea). 

A Upea foi criada com o objetivo de possibilitar o desenvolvimento de atividades de pesquisa e extensão associadas ao sistema do Instituto, principalmente para as áreas de Engenharia Ambiental e Meio Ambiente.

 

 Em 2009, já como Instituto Federal Fluminense, foi inaugurado o campus Cabo Frio, na Região dos Lagos, e entrou em funcionamento o campus Itaperuna, no Noroeste Fluminense. Também neste ano, o Colégio Técnico Agrícola Ildefonso Bastos Borges foi incorporado ao Instituto como campus Bom Jesus do Itabapoana.

 No final do ano de 2009, o Ministério da Educação autorizou a transformação do Núcleo Avançado Quissamã. A partir do ano de 2010, o núcleo passou a ser o campus Avançado Quissamã. Mais recentemente, o IFFluminense passou a contar com outras unidades, tais como: campus Avançado São João da Barra (fruto da parceria firmada em 2002 com a prefeitura municipal); campus Avançado Cambuci; Centro de Referência em Tecnologia, Informação e Comunicação na Educação;  campus Avançado Maricá; e campus Santo Antônio de Pádua.

 

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