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Em pouco mais de duas semanas, IFF já produziu 1.131 protetores faciais para doação

Coronavírus

Foram atendidas 14 instituições de saúde. O trabalho para ajudar no enfrentamento à pandemia da Covid-19 continua, e agora com nova possibilidade: a produção de laringoscópios para intubação de pacientes.
por Ana Paula Giori Fassarella / Comunicação Social da Reitoria publicado 15/04/2020 11h50, última modificação 15/05/2020 16h56
Exibir carrossel de imagens Servidor do IFF com modelo de máscara produzido por impressão 3D.

Servidor do IFF com modelo de máscara produzido por impressão 3D.

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 Uma marca para comemorar na batalha contra a Covid-19: o parque de impressão 3D, em funcionamento no Instituto Federal Fluminense (IFF) Campus Campos Centro, já produziu, em pouco mais de duas semanas, 1.131 protetores faciais – também conhecidos como face shields. O número refere-se ao período entre 27 de março, quando teve início o trabalho de impressão e montagem de máscaras para apoio no enfrentamento à pandemia, e 14 de abril. Todos os protetores são destinados à doação para estabelecimentos do setor de saúde e uso pelos profissionais que estão na linha de frente no combate ao novo Coronavírus (saiba mais AQUI). 

 Os equipamentos de proteção individual (EPIs) foram doados a 14 entidades, instituições e órgãos no estado do Rio de Janeiro, tais como o Centro de Controle e Combate ao Coronavírus (Prefeitura de Campos dos Goytacazes), Policlínica da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, 5.º Grupamento de Bombeiro Militar, Hospital Escola Álvaro Alvim, Associação Norte Fluminense dos Deficientes Físicos (Anfludef) e Unimed, todos em Campos, e Secretarias Municipais de Saúde no interior do estado. Para conferir a lista completa de doações, acesse o PDF AQUI ou veja no quadro abaixo:

               Doações protetores faciais_tabela


 O reitor do IFF, Jefferson Manhães de Azevedo, destaca que o resultado positivo se deve ao empenho e à dedicação de muitas pessoas envolvidas no combate à pandemia da Covid-19. “É com muita alegria que chegamos a essa marca dos mil protetores faciais em tão pouco tempo. E essa conquista é sinal de compromisso de vários servidores, estudantes, colaboradores, ex-alunos que, sensibilizados por essa pandemia, se colocaram à disposição. Mas isso só é possível pela doação e sensibilidade também da sociedade de ajudar neste enfrentamento, especialmente com equipamentos que podem proteger aqueles que estão cuidando dos que hoje estão contaminados pelo novo Coronavírus".

"Esse trabalho vai continuar para que possamos oferecer, na medida do possível, apoio e proteção a todos aqueles que precisam”. Reitor do IFF, Jefferson Manhães de Azevedo.  

 Jefferson atribui o sucesso do esforço de produção e doação de EPIs à rede de solidariedade e de compromisso com os profissionais da saúde que estão se colocando na linha de frente na luta contra a Covid-19. "Esse trabalho vai continuar para que possamos oferecer, na medida do possível, apoio e proteção a todos aqueles que precisam”, declara.

 Atualmente, das 11 impressoras, 10 estão em funcionamento. “Como conseguimos as peças para manutenção, nesta quarta (15 de abril) ou mais tardar nos próximos dias iremos operar o parque de impressão pela primeira vez, nesse período dedicado à impressão de protetores faciais, com toda a capacidade de produção”, comemora o diretor de Internacionalização e Inovação do IFF, professor Henrique Monteiro da Hora.

 Ele enfatiza que graças às doações de matéria-prima, a produção das máscaras de proteção não para. “E com o intuito de acelerar a produtividade, estamos em contato com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) para que nos auxilie e, assim, possamos fazer também corte a laser de PET-g, usado na impressão dos arcos para suporte do acetato nas máscaras de proteção, o que vai otimizar muito o processo. Esse projeto está bastante avançado”, afirma Henrique. 

Doações de matéria-prima para produção de protetores faciais ainda são necessárias
“É gratificante ver a solidariedade da nossa comunidade. Esse é o combustível que nos dá energia para continuar na luta contra o novo Coronavírus", agradece Henrique. Ele conta que o item que mais faz falta é o acetato. "Por isso, toda doação é essencial e muito bem-vinda. Estamos em produção ainda graças às doações do Hospital Escola Álvaro Alvim, da Viação São João, da Unimed Campos. E a Gráfica Original, além de doar o material, nos emprestou sua plastificadora, que usamos para enrijecer o acetato”. Os agendamentos de doações de materiais para impressão de protetores e os pedidos de doação de EPIs para instituições de saúde que atuam no enfrentamento à Covid-19 devem ser feitos pelo e-mail: reitoria@iff.edu.br. Saiba mais sobre as doações de matéria-prima AQUI.

 As máscaras de proteção são produzidas por servidores do IFF, com o apoio do Polo de Inovação do Instituto na organização, operacionalização e manutenção das impressoras, e da empresa Sprint 3D, uma spin-off das pesquisas de ex-alunos do Curso de Engenharia de Controle e Automação do Campus Campos Centro, que surgiu no Polo de Inovação e é incubada na TEC Campos. A Sprint 3D fez a modelagem das hastes para impressão mais rápida, em tempo recorde, do melhor projeto dos protetores de face e que atende às especificações, de acordo com orientações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Parque de impressão 3D amplia possibilidades: IFF faz testes para produção de laringoscópio com câmera usado para intubação de pacientes

 A partir de uma demanda do Centro de Controle e Combate ao Coronavírus apresentada ao Polo de Inovação do IFF, a equipe do parque de impressão 3D instalado no Campus Campos Centro do Instituto Federal Fluminense adaptou um laringoscópio com câmera para auxiliar os profissionais da saúde na intubação de pacientes com problemas respiratórios. Assim como os protetores faciais, os laringoscópios também serão doados.

 "Desde então o IFF buscou soluções para a necessidade apresentada. Logo entramos em contato com o diretor da Escola Superior de Desenho Industrial da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), professor Fernando Pereira Reiszel, doutor em Engenharia Biomédica, que rapidamente nos passou o projeto de impressão e pudemos, com apoio do Polo de Inovação do IFFluminense, reproduzir em 3D o desenho projetado pela Uerj", comenta Henrique da Hora.

 Ele destaca ainda que o custo final de produção é de menos de R$50,00 com o uso de filamento PLA e uma câmera que é adquirida por menos de R$40,00. E o tempo para que fique pronto é cerca de três a quatro vezes maior em relação ao necessário para fazer protetor facial. “Já dominamos todo o processo, mas só produziremos laringoscópios sob demanda, pois estamos priorizando os protetores faciais”, comenta Henrique.

 No dia 09 de abril foi realizado teste, no Laboratório de Enfermagem do IFF, com o laringoscópio produzido no parque de impressão 3D em funcionamento no Instituto. Assista ao vídeo:                                                      

                                

 Da esquerda para a direita, a professora de Enfermagem do IFF Campus Guarus, Karla Rangel; o empreendedor da startup Sprint 3D, incubada na TEC Campos, Thiago Pessanha, que tem auxiliado na produção dos protetores faciais; e o professor Henrique da Hora. Também estiveram presentes o coordenador geral do Centro de Controle e Combate ao Coronavírus do Município de Campos dos Goytacazes, Felipe Quintanilha, quem apresentou a demanda ao Polo de Inovação no dia 08 de abril, e o então diretor de Pesquisa e Extensão do Campus Guarus, Rogério Avellar. "O protótipo em teste no IFF terá uma câmera, importante para facilitar a intubação, realizar o procedimento no menor tempo possível e reduzir o risco de machucar o paciente durante esse processo”, conclui Thiago Pessanha.