CAMPUS CAMPOS CENTRO

Você está aqui: Página Inicial > Nossos campi > Campos Centro > Notícias > Educadores e outros profissionais participam de curso voltado à inclusão esportiva

Notícias

Educadores e outros profissionais participam de curso voltado à inclusão esportiva

Ensino e inovação

Workshop teve como foco o ensino de Educação Física prezando maior participação de alunos.
por Comunicação Social do Campus Campos Centro publicado 08/08/2019 18h52, última modificação 09/08/2019 11h15
Exibir carrossel de imagens Professores e estudantes de Educação Física ocupam parte da quadra que recebeu seis tabelas de basquete adaptadas.

Professores e estudantes de Educação Física ocupam parte da quadra que recebeu seis tabelas de basquete adaptadas.

O evento foi realizado em dois dias e teve a participação de servidores, alunos da licenciatura em Educação Física do IFF Campos Centro e profissionais externos. A iniciativa partiu da parceria entre a instituição e a Guarani Sport, empresa que desenvolve equipamentos esportivos educacionais.

No Auditório Cristina Bastos, ocorreu a introdução e explanação teórica sobre a metodologia proposta pelo Programa Cultivar. À tarde, a quadra do Ginásio do campus foi ocupada pelos participantes para a parte prática – conhecendo o funcionamento dos equipamentos de ensino. A metodologia empregada pelo Programa Cultivar, que fomenta o ensino de Educação Física de forma inclusiva e atrativa, permite ao professor integrar até 40 alunos ao mesmo tempo na aula em 9 modalidades diferentes: basquete, xadrez, futebol, futsal, tênis, badminton, vôlei, hóquei e atletismo.

Marcos Fernando Luiz, fundador e diretor da empresa, esclareceu que, nas aulas de Educação Física, “os esportes convencionais são aplicados seguindo as regras oficiais, que restringem a quantidade de estudantes. O Programa Cultivar sana essa limitação e coloca todos dentro da quadra para jogar e hoje são cerca de 3.500 escolas trabalhando com as nossas tecnologias, cerca de 19 estados da federação”. O coordenador e autor dos livros do Programa Cultivar, professor Marcos Antonio Fari, apresenta as dificuldades que docentes da área enfrentam:

– Por muito tempo, a Educação Física não teve olhar para a modalidade escolar. Então adaptamos as experiências esportivas para a realidade das escolas de hoje. O esporte sempre foi voltado para o rendimento, que tem necessidade em ensinar técnica e fundamentos, como se fossem preparar todos que se envolvem em esportes para serem atletas, e não passando para os alunos que é uma área que também envolve diversão. O desafio é inovar o ensino de Educação Física para despertar o gosto do aluno, para que eles possam brincar através dos esportes e educá-los com isso.

Outras áreas - Além dos profissionais de educação física, o método chamou a atenção de profissionais da Associação de Pais e Amigos de Pessoas Especiais (Apape) que fizeram o curso visando ganhos para as crianças atendidas. “O que me chamou atenção nessa proposta é pelo fato de eu atender a crianças que têm dificuldades motoras e isso reflete em sua aprendizagem", explica a psicopedagoga da entidade, Nilza de Oliveira Cherene.

A pedagoga e psicopedagoga Viviane Cordeiro resume o interesse das colegas de sua área pela iniciativa:

– A busca também é por trabalhar com essa demanda de crianças com deficiência e você ter mais aprendizado, buscar mais como atuar, como trabalhar, desenvolver essas questões. Essa parte motora, como ela é importante, como ela é fundamental na aprendizagem, na parte das habilidades cognitivas”.

Professor de Educação Física há muitos anos e atualmente diretor de Assuntos Estudantis do campus, Carlos Augusto Boynard explicou que a iniciativa partiu do diretor geral, Carlos Alberto Henriques, que viu na parceria uma oportunidade para o IFF e a área educacional. "É um material diferente do que a gente trabalha no dia a dia e achamos interessante poder mostrar e a partir daí ter a possibilidade da divulgação. Ontem, teve uma hora que a gente contou 60 pessoas fazendo a atividade. Quando, em uma aula, você consegue fazer com que uma quantidade dessa de alunos participem ao mesmo tempo?", reflete Boynard.