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Reciclagem de papel branco com uso de gongolo na compostagem

por Campus Avançado Cambuci publicado 20/08/2020 17h37, última modificação 20/08/2020 17h37

FAPERJ / Jovens Talentos (2019-2020)

Coordenador: Valdeir Eustáquio Júnior.

RESUMO: A gongocompostagem consiste em uma técnica de produção de adubo orgânico a partir do gongolo, conhecido popularmente como piolho de cobra. Esses animais, da classe Diplopoda, família Trigoniulidae, são muito eficazes na reciclagem de material orgânico e na produção de adubo de origem orgânica (húmus). A gongocompostagem funciona por meio da parceria entre o gongolo e os micro-organismos presente no solo e nos resíduos. Os gongolos trituram os materiais, facilitando a decomposição por esses micro-organismos. É por meio desta decomposição que os resíduos são transformados em adubo orgânico. O gongocomposto pode ser utilizado como substrato para produção de mudas, na fertilização de manutenção das plantas e para a reposição da matéria orgânica do solo em áreas degradadas. Com a realização desse experimento objetivou-se avaliar o processo de gongocompostagem na degradação de papel branco, em relação à composição nutricional do composto gerado. Os resíduos sólidos utilizados no processo de gongocompostagem foram: papel branco, capim-elefante (Pennisetum purpureum Schun, cultivar BRS Capiaçu) e gliricídia (Gliricidia sepium (Jacq.) Steud.). A gongocompostagem ocorreu em um período de 90 dias, e após esse período, o gongocomposto foi submetido a uma análise de fertilidade, para avaliação de seu conteúdo nutricional. O gongocomposto atendeu aos principais parâmetros de qualidade de compostos orgânicos conforme a legislação brasileira, mostrando-se com características próprias para o cultivo de hortaliças.

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