CAMPUS BOM JESUS DO ITABAPOANA

Cadeia Produtiva

por William Guimarães publicado 17/11/2021 14h00, última modificação 02/12/2021 20h03
um Podcast Gastronômico

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Olá! Bem vindos ao Cadeia Produtiva, um Podcast Gastronômico criado como Trabalho de Conclusão de Módulo do curso Tecnólogo em Gastronomia do IFF Campos Cabo Frio

Nessa minissérie dividida em três episódios, o foco central será os temas abordados e discutidos na disciplina História da Fome, do professor e orientador desse projeto Vinícius Teixeira.

Agradecimento em especial ao Projeto de Extensão ThaumaCast, o podcast do Cineclube Debates  pelo espaço cedido para publicação do Cadeia Produtiva.


EPISÓDIO 01

 

“A fome... Eis um problema tão velho quanto a própria vida. Para os homens, tão velho quanto a humanidade. É um desses problemas que põem em jogo a própria sobrevivência da espécie humana, a qual, para garantir sua perenidade, tem que lutar contra as doenças que a assaltam, abrigar-se das intempéries, defender-se dos seus inimigos. ” (André Mayer, Prefácio à nona edição do Livro GEOGRAFIA DA FOME do Josué de Castro)

 

Seja no campo, na cidade, em comunidades indígenas, quilombolas ou até mesmo a bordo de um pequeno barco de pesca, as necessidades básicas dos seres humanos são essenciais para sua sobrevivência, principalmente em etapas iniciais do seu desenvolvimento.

Conforme o psicólogo Abraham Maslownos explica em sua pirâmide, que divide as necessidades humanas em níveis, temos em sua base questões mais urgentes que sem elas, nosso corpo não funcionaria. A fome, dentre as várias vertentes das necessidades fisiológicas, é a questão mais urgente em uma sociedade. No Brasil em específico, ela nos assombra ao longo de nossa história.

Olá! Eu sou o Will, estudante de Tecnólogo em Gastronomia pelo Instituto Federal Fluminense de Cabo Frio e serei o seu guia neste programa que visa abordar a Gastronomia ao longo da história, suas diversas aplicações e conceitos na Sociedade Brasileira.

 

HISTÓRIA DA FOME NO BRASIL

Bebida é água
Comida é pasto
Você tem sede de quê?
Você tem fome de quê?

A gente não quer só comida
A gente quer comida, diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída para qualquer parte
(Compositores: Marcelo Fromer / Arnaldo Antunes / Sergio Britto. Letra de Comida © Warner/chappell Edicoes Musicais Ltda, Rosa Celeste)

 

No nosso vocabulário, a palavra Fome é constantemente utilizada nos mais diversos contextos, sendo tratada muitas vezes como necessidade da própria alma, quando dizem, por exemplo a expressão “Ele tem fome de conhecimento”. Porém, nessa produção, iremos tratar o termo fome conforme está descrito no dicionário: “Necessidade de comer causada pelas contrações do estômago vazio” e “Falta de meios para se alimentar; subnutrição. ”

O problema da fome no Brasil é tão velho quanto a própria existência do nosso “Braza”. Falar de fome no país é falar dos seus processos de escravização, perseguição e exclusão a determinadas raças pré-existentes, como os povos originários, ou “trazidas”, como os povos de origem africana.

O processo político vigente durante os anos contribuiu para o agravamento da fome fazendo do acesso às terras o seu ponto central para manutenção do problema.

 

 “A fome, no Brasil, é consequência, antes de tudo, do seu passado histórico, com os seus grupos humanos sempre em lula e quase nunca em harmonia com os quadros naturais. Luta, em certos casos, provocada e por culpa portanto da agressividade do meio, que iniciou abertamente as hostilidades, mas quase sempre por inabilidade do elemento colonizador, indiferente a tudo que não significasse vantagem direta e imediata para os seus planos de aventura mercantil.

Aventura desdobrada em ciclos sucessivos de economia destrutiva, ou pelo menos desiquilibrante da saúde econômica da nação: a do pau-brasil, a da cana-de-açúcar, a da caça ao índio, a da mineração, a da lavoura nômade, a do café, a da extração da borracha, e finalmente a da industrialização artificial baseada no ficcionismo das barreiras alfandegárias e no regime da inflação...” (Geografia da Fome, 1946, pág. 293.)

 

REFORMA AGRÁRIA

De forma geral, a reforma agrária é um termo criado lá na década de 40, utilizado para designar a redistribuição de terras em um Estado. As leis agrárias aparecem na história desde a Antiguidade Clássica (Grécia e Roma antigas). A ideia de redistribuir as terras, ao contrário do que se pensa, é um processo muito mais capitalista do socialista ou comunista propriamente dito. Nos EUA por exemplo, foi usada como forma de expansionismo de suas fronteiras para o oeste.

O Brasil enfrenta o problema em sua distribuição de terras desde antes da chegada dos portugueses, onde o país é dividido inicialmente entre duas outras nações no Tratado de Tordesilhas.

Quando Portugal, enfim decide ocupar o território, adotou a divisão baseado no esquema de sesmarias (sesmar = divisão), incentivando o domínio de grandes terras, visando a ocupação e expansão do território, doando as terras para “homens de posses e qualidades”.


"Para a Bahia e Pernambuco afluía de preferência quem queria tirar da terra a renda por meio de escravos e do agregado. O proprietário territorial que vivia na capital, no gozo da Corte, tinha quem desbravasse as florestas e amanhasse suas terras. No Rio, em São Paulo e no Espírito Santo, principalmente no século XVI, é o próprio lavrador quem, ao lado de seu escravo, vai fazer o trabalho agrícola." Felisbelo Freire, História territorial do Brasil

 

Tendo a escravidão como base para a produção agrária, essas terras divididas em 1830 pouco trocaram de mãos ao longo dos anos. Leis como a Lei de Terras (1850) eram criadas a fim de dar continuidade a soberania de uma elite minoritária devido às mesmas leis serem criadas por esses grandes latifundiários.

O primeiro artigo da Lei de Terras dizia que não mais se toleraria a invasão de terras públicas, havendo também uma anistia geral para quem não estava legalizado, uma espécie de regularização fundiária. Vale ressaltar que duas semanas antes da Lei de Terras entrar em vigor, havia sido assinada por dom Pedro II: a Lei Eusébio de Queirós, a primeira das leis abolicionistas, ou seja “Quem ocupou terra ocupou, quem não ocupou não vai ocupar mais”

 

Apesar disso os processos de grilagem, continuaram e continuam até os dias atuais, principalmente, é claro, pelos fazendeiros e outros componentes da classe dominante. Mas essa parte da Agricultura Familiar, o Agronegócio e dos programas de combate a fome no brasil, vamos continuar no próximo episódio.

 

EPISÓDIO 02


“Poucas regiões do mundo se prestam tão bem para um ensaio de natureza ecológica como a do Nordeste açucareiro, com sua típica paisagem natural, tão profundamente alterada [..] pela ação do elemento humano.[..] Região de floresta tropical, transformada pelo homem em região de campos abertos. [..] A vida do seu solo, de suas águas, de suas plantas e do seu próprio clima, [..] mudado pela ação desequilibrante e intempestiva do colonizador, quase cego às conseqüências de seu atos, [..] de plantar sempre mais cana e de produzir sempre mais açúcar.” (Geografia da Fome, 1946)


Em nossas constantes trocas de monocultura, seja na do café, cana de açúcar ou na atual produção soja, o legado e as marcas desse modelo de negócio, se repete em ciclos independente do nosso momento histórico.

 

Se de um lado temos um predomínio de grandes latifúndios, voltados para o mercado externo, do outro temos derrubadas de florestas, degradação do solo, violência na zona rural, invasão das poucas terras indígenas e a volta do país ao mapa da fome.


Apesar da fome ser reconhecida como um problema social no mundo inteiro, as políticas sociais implementadas para enfrentar os problemas alimentares, tentam cumprir o papel de atenuar conflitos e servir como mecanismos para garantir a legitimidade e a hegemonia do Estado.

 

Saudações a você que está ouvindo esse programa, Eu sou o Will, estudante do curso Tecnólogo em Gastronomia pelo Instituto Federal Fluminense de Cabo Frio e hoje, darei continuidade a História da Fome no Brasil na perspectiva da Gastronomia, sendo essa uma conversa iniciada no programa anterior.

 

AGRICULTURA FAMILIAR X AGRONEGÓCIO

 “Um pulo nessa imensidão de famintos.

Sem leite nem pra pingar no expresso do dia.

Não vejo a hora de comer,

já salivando...

O estômago fazendo festa em alto volume!

Daqui da fome, dá pra ver o que acontece...

A fome tem uma saúde de ferro!

Forte, forte como quem come.”

Nação Zumbi – Fome de Tudo

 
O histórico predomínio do latifúndio levou ao surgimento dos trabalhadores rurais sem terra e tornou rotineira a violência no campo. A vastidão das propriedades permitiu que os fazendeiros mudassem suas plantações de lugar sempre que determinada terra se esgotava, avançando sobre novas fronteiras agrícolas e derrubando florestas. Caso os lotes fossem pequenos, eles teriam sido forçados a investir em novas tecnologias para aproveitá-los ao máximo.


Atualmente, apenas 0,7% das propriedades têm área superior a 2.000 hectares (20 km²), mas elas, somadas, ocupam quase 50% da zona rural brasileira. Por outro lado, 60% das propriedades não chegam a 25 hectares (0,25 km²) e, mesmo tão numerosas, só cobrem 5% do território rural segundo dados do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).


“A monocultura é uma grave doença da economia agrária, comparada por Guerra y Sanchez à gangrena que ameaça sempre invadir o organismo inteiro, e por Grenfell Price ao câncer, com o desordenado crescimento de suas células se estendendo impunemente por todos os lados.” (Geografia da Fome, 1946)


A agricultura familiar é responsável pela produção de 80% dos alimentos que chegam à mesa para consumo isso porque os grandes latifundios são voltados para o abastecimento do mercado externo.


Quando o preço do arroz sobe no Brasil, por exemplo, acontece devido a quantidade de arroz nacional produzido ser direcionado para exportação, levando escassez do abastecimento e distribuição interna. Com a maior procura e pouca oferta, a tendência é o elevado valor da mercadoria.

 

PROGRAMAS DE COMBATE A FOME NO BRASIL

Existe uma dificuldade em se medir de forma direta a quantidade de pessoas que passam fome em todos os países. No Brasil, com o aparecimento dos cursos de Nutrição e por consequente a formação dos nutricionistas (1937), surgiram os primeiros estudos referentes ao consumo alimentar das famílias, apontando a baixa ingestão de calorias por grande parte da população. Tais estudos, mostraram a necessidade de criação de programas de combate à fome.


“Os programas assistenciais e de saúde pública, de um modo geral, embora absolutamente imprescindíveis, não têm resultados duradouros nem objetivos sociais a longo prazo se não forem tomadas medidas paralelas que modifiquem a infraestrutura econômico-social e as condições alimentares das populações.” (Geografia da Fome, 1946)

 

Dos programas que já passaram pelo país, como o Serviço de Alimentação da Previdência Social (SAPS), a Comissão Nacional de Alimentação (CNA), ou os que ainda estão em vigor, como os programas de Restaurantes Populares, o programa Fome Zero, temos como principal programa que visa a o atendimento à parcela da população ainda em desenvolvimento o PNAE.


O Programa Nacional de Alimentação Escolar é uma política governamental nacional com a finalidade de garantir no mínimo 15% das necessidades nutricionais dos estudantes beneficiados e 30% para alunos indígenas e quilombolas, visando contribuir com o crescimento e o desenvolvimento desses alunos, para a formação de bons hábitos alimentares e assim contribuir com o aumento da capacidade de aprendizagem escolar, além de dinamizar a economia local, já que os alimentos ofertados pelo programa, precisam estar de acordo os hábitos alimentares regionais, bem como a formação agrícola da região.

 

Os governos brasileiros no período de 2002-2014, notadamente marcado pelos governos do Partido dos Trabalhadores (PT), imprimiu esforços em políticas públicas que possibilitaram, em 2014, a saída do país do “mapa da fome” da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), porém, se esse esforço significou acesso ao consumo de alimentos de parte significativa da população brasileira, significou também um acesso à alimentação representado pela ausência de nutrientes e profunda modificação da cultura alimentar tradicional que faz com que, ainda que com acesso a substâncias alimentares, a população brasileira esteja submetida à fome.( A FOME ENQUANTO NOVA EXPRESSÃO DA QUESTÃO SOCIAL NA CONTEMPORANEIDADE - Débora Viana da Rocha)


Por fim, o nosso cenário atual é de mitigação das ações de governos passados. Os cortes nas políticas de apoio à Agricultura Familiar e a volta do país ao mapa da fome junto ao cenário caótico de pandemia, ficará para o próximo episódio. Até lá!


EPISÓDIO 03


“Os planos de desenvolvimento econômico postos em execução pelo atual Governo, embora com o patriótico objetivo de promover em ritmo acelerado o desenvolvimento econômico do país, não tem proporcionado, entretanto, os instrumentos adequados a esse nivelamento reequilibrante do conjunto econômico nacional, e por isto não tem contribuído com a necessária eficácia para eliminar a fome de certas áreas do país.” (Geografia da Fome, 1946)


Apesar do texto aprovado pelo Congresso Nacional apenas em 2010, no qual Inclui na constituição: “A alimentação como um direito social do brasileiro”, O aumento da fome no país vinha se alastrando a passos largos.

 

Com um golpe arquitetado que culminou em Impeachment no ano de 2016, em meio a uma crise global financeira, demos início aqui no Brasil a um projeto de desmonte das politicas públicas de combate a fome, tal desmonte, afunda ainda mais o país em uma crise social e humanitária.


Um salve para você que está ouvindo esse programa, eu sou William Gil Guimarães, aluno do curso Tecnólogo em Gastronomia do IFF de Cabo Frio, e hoje, nesse último episódio da séria História da Fome no Brasil, vamos falar sobre o momento atual de crise do país.

 

PANORAMA ATUAL


“[..]Gente quer comer
Gente quer ser feliz

[..]Gente é pra brilhar
Não pra morrer de fome”

Caetano Veloso - Gente

 

A extinção do Ministério do Desenvolvimento Agrário, desbalanceado assim, as políticas de apoio à Agricultura Familiar, além do corte de gastos federais de mais de 50% (sendo antes de 1,13 Bilhão em 2013, passando a 510 milhões em 2019 segundo dados do IPEA) referentes a políticas de desenvolvimento agrário, são algumas das ações que contribuíram com a volta do país ao mapa da Fome.


"O país aqui, rico pra praticamente qualquer plantio. Falar que se passa fome no Brasil, é uma grande mentira! Passa-se mal... não come bem, aí eu concordo. Agora passar fome não. Você não vê gente pobre pelas ruas com o físico esquelético, como se vê em alguns outros países aí pelo mundo..” Jair Messias Bolsonaro, atual presidente da república em um café com jornalistas, 2019

 

Já em 2021, por exemplo, mais especificamente no dia 31 de outubro, é marcado o fim após 18 anos de operação o programa Bolsa Família, deixando de atender 14,6 milhões de famílias brasileiras, segundo dados do Ministério da Economia.

 

“O alastramento da fome no Brasil é reflexo também do fim ou esvaziamento de programas voltados para estimular a agricultura familiar e combater a fome, além de defasagem na cobertura e nos valores do Bolsa Família, segundo especialistas em segurança alimentar, políticas públicas e desigualdade ouvidos pela BBC News Brasil.” (Laís Alegretti, BBC News https://www.bbc.com/portuguese/brasil-57530224 )

 

Juntamente com o desmantelamento das políticas públicas de combate à fome, a atual pandemia do Corona Vírus fez com que a pobreza e a miséria, rapidamente se espalhassem pelo Brasil. Segundo levantamento feito no final de 2020 pelo Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar em Contexto de Covid, mostra que 19 milhões de brasileiros estão em situação grave para acesso à alimentação e que 55,2% da população sofre alguma ameaça ao direito dos alimentos, ou seja, mais da metade dos brasileiros não sabem o que irão comer, e esse contexto a gente classifica como insegurança alimentar.

 

“E os nossos aqui, nós fazemos almoços onde às vezes há uma sobra enorme. E isso vai até o final, que é a refeição da classe média alta, até lá, há excessos. Então, desde como utilizar esses excessos que estão nos restaurantes no dia a dia, e esse encadeamento com as políticas assistência sociais que tem feito, quer dizer, toda aquela alimentação que não foi utilizada aquele dia no restaurante, dá para alimentar pessoas fragilizadas, mendigos, desamparados...” Ministro da Economia Paulo Guedes sobre sobras de comida (17.06.2021)


Ao contrário das falas do nosso atual chefe de estado e do ministro da economia, a situação do Brasil nesse momento é agravante. Com o mercado interno inflacionado, os preços exorbitantes (seja de alimentos, botijão de gás, gasolina... enfim)

 

"A gente não pode achar que a solução da fome é distribuir cesta básica, que a solução é pegar alimentos vencidos e distribuir pras pessoas ou pegar sobras de restaurantes ou de comidas de pessoas da classe média para distribuir pra população. Isso é uma atuação de emergência, mas a solução não é essa. " (Kiko Afonso, da Ação da Cidadania)


É cada vez mais corriqueira as notícias acerca da insegurança alimentar no país. Sem políticas públicas de verdade e com foco no início dessa cadeia produtiva que estamos falando aqui ao longo desses episódios, sair dessa atual crise econômica, social e humanitária, será difícil. Parece que o projeto envolto hoje em dia é uma máquina para matar pobre.

 

AGRADECIMENTOS FINAIS

Bom, queria agradecer imensamente a você que escutou essa série em formato de podcast. O Cadeia Produtiva é o produto final de um projeto construído no Trabalho de Conclusão de Módulo do curso Tecnólogo em Gastronomia do IFF de Cabo Frio.

 

Vale ressaltar aqui, o apoio do meu orientador Vinícius Teixeira e Adriana Slongo, co-orientadora. Fica também o meu agradecimento ao projeto de Extensão ThaumaCast, o podcast do Cineclube Debates e toda a sua equipe (na qual eu faço parte), em específico ao coordenador do projeto Rafael Tardin, pela confiança, parceria e ao espaço cedido para que os episódios do Cadeia Produtiva pudessem ser postados tanto aqui no site do Thaumacast que fica dentro do portal do IFF, quanto na playlist do Spotify do ThaumaCast.

 

A você que escutou essa séria, mais uma vez muitíssimo obrigado, e quem sabe na próxima teremos mais episódios voltados para a Gastronomia, porém abordando outros temas...


Valeu, obrigado e um abraço!


Trilha Sonora:

Revelations - Purple Planet Music;
4am - Noxz;
Oro mimá por Bantos Iguape - Afoxé Filhos de Gandhi;
Nordeste Groove, Roots, MPB and Ethnic Lofi - Virgulino Mix 1;
Sangue Latino - Secos e Molhados;
Fome de Tudo – Nação Zumbi;
Il Flan Dei Brasiliesi (i) - Giovanni Venosta;
Shabadaba Doc (i) - Giovanni Venosta;
Vinheta Telecurso 2000 - Rede Globo;
Tema Final Do Telecurso 2000 - Rede Globo;
Tema Cucina (v) - Giovanni Venosta;
Sunshine – Danijel Zambo;
Für Elise – Beethoven;
Mulher do Fim do Mundo - Elza Soares;
Gente - Caetano Veloso;
Infância Perdida - Tomaz Alves Souza;
The Imperial March - John Williams;
Fala do Bolsonaro sobre a fome (19.07.2019) - Boletim Bom Para Todos;
Night - John Carpenter;
Va godendo vezzoso e bello - Serse, HWV 40, Act 1: No. 5 Aria;
Bacurau - Tomaz Alves Souza;
Ministro da Economia Paulo Guedes sobre sobras de comida (17.06.2021);
What Happens Now? - Hans Zimmer;
Bandits - Walz;
Tick-Tock - Hans Zimmer.



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