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Estudante do IFF Bom Jesus conquista vagas olímpicas em universidades renomadas

por Erika Vieira, da Comunicação Social do Campus Bom Jesus do Itabapoana publicado 09/03/2026 11h49, última modificação 09/03/2026 11h58
O desempenho da medalhista Mariana Botelho na Olimpíada Brasileira de Astronomia garantiu sua sonhada vaga no curso de Física.
Mariana Botelho

A instituição escolhida por Mariana foi a Unesp, onde iniciou os estudos na última segunda-feira, dia 02 de março.

Foi ainda no primeiro ano do Ensino Médio que a recém-chegada aluna Mariana Botelho, do Curso Técnico em Alimentos do Instituto Federal Fluminense Campus Bom Jesus do Itabapoana, soube que poderia ingressar no Ensino Superior sem passar pelo tradicional processo de Enem e vestibulares. A novidade, combinada com o interesse da estudante pela Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA), ampliou a motivação para participar das provas e o resultado foi uma coleção de medalhas: ouro, prata e bronze. 

Já teria sido uma ótima conquista, mas ficou ainda melhor neste ano, com a desejada aprovação em Física para não apenas uma, mas duas vagas olímpicas em instituições públicas de prestígio no Brasil. A Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) e a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) foram as escolhidas por Mariana para realizar o sonho iniciado quando chegou ao IFF Bom Jesus. Com os resultados, ela se torna a primeira estudante da instituição a conseguir aprovações por essa forma de seleção.

Vagas olímpicas são aquelas reservadas em universidades para candidatos que tenham conquistado medalhas em olimpíadas científicas nacionais, como a OBA e a Olimpíada Brasileira de Matemática (Obmep), e/ou internacionais, como a Copa do Mundo de Física e a Olimpíada Internacional de Biologia, por exemplo. A seleção pode acontecer por meio do uso das medalhas para garantir bonificações na nota do vestibular e/ou Sisu ou pela conquista da vaga sem a necessidade de outro método de avaliação. A modalidade existe desde 2018 e o Brasil conta com diversas instituições que oferecem oportunidades a medalhistas.

Mariana não deixou a chance escapar e conta que se dedicou muito às olimpíadas durante os três anos no IFF. Além da OBA, ela participou de provas de outras áreas, como Inglês, em que também obteve destaque. “Vejo que todo esse esforço valeu a pena. Já tinha valido, pelas experiências maravilhosas que tive no Ensino Médio, mas agora é ainda mais bonito, porque meu ensino superior inteiro vai ser devido a uma decisão que tomei lá no início, quando entrei no IFF”, disse. 

Segundo a futura graduanda, concorrer a uma das vagas olímpicas foi positivo também pelo fato de não precisar passar pelas tradicionais provas de seleção. “Fico muito nervosa durante as provas, mas participei das olimpíadas em todo o ensino médio. Então tinha um pouco da pressão do teste em si, mas não era como o Enem ou o vestibular”, explicou. 

A professora Ana Cecília Soja, responsável pelo preparo dos estudantes do IFF Bom Jesus para a OBA, também destaca os benefícios de participar de olimpíadas científicas. “Há reserva de vagas em diversos cursos para estudantes que tenham obtido medalhas. Não é necessário fazer o vestibular, apenas apresentar os comprovantes de premiação. Essa é uma ótima oportunidade, visto que, às vezes, é muito difícil fazer todos os vestibulares disponíveis, por conta de seus custos e tempo de deslocamento”. Ela ressalta a variedade de opções, com instituições oferecendo vagas reservadas para cursos muito concorridos, como Medicina.

O calendário das olimpíadas científicas de 2026 já começou e os estudantes interessados devem ficar atentos aos prazos. As inscrições para a Obmep vão até o dia 16 de março e da OBA até 1º de maio. Os cronogramas completos dessas e outras olimpíadas podem ser obtidos em seus respectivos sites.