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Astronomia
Estudantes realizam lançamentos de foguetes para participação na OBAFOG 2026
Equipes construíram seus foguetes visando alcançar a maior distância horizontal.
O foguete lançado pela NASA em abril deste ano atraiu olhares de todo o mundo para a missão de chegar ao espaço, mas no Instituto Federal Fluminense (IFF) Campus Bom Jesus do Itabapoana um grupo de alunos também chamou a atenção com seus próprios foguetes. Treze equipes, orientadas pela professora Ana Cecília Soja, participaram da Olimpíada Brasileira de Foguetes (OBAFOG) 2026, com lançamentos que surpreenderam até os estreantes.
Kaisa Queiroz Bernardino já nutria uma paixão pela astronomia desde a infância. Ela combinou toda sua competitividade com a animação de participar pela primeira vez da olimpíada e não se decepcionou. Ela e sua dupla, Larissa Vicente Machado Teixeira, fizeram diversos testes para melhorar o desempenho do foguete e, com paciência e atenção aos ensinamentos de Ana Cecília, conquistaram a melhor marca do dia.
“O momento do lançamento foi marcado por grande expectativa e ansiedade, se destacando por uma comemoração instantânea da maioria que estava no local. Saber que nosso foguete havia alcançado a maior distância foi uma grande alegria, um sentimento inexplicável”, lembra a estudante. O foguete foi construído com folha A4, fita, cano PVC, pastas escolares, cola instantânea, bicarbonato de sódio, bola de gude e papel alumínio, além do motor.
A OBAFOG também marcou a vida de Vyctor Gabriel de Souza Martins, que neste ano coleciona sua terceira participação, sendo a segunda pelo IFF Bom Jesus. Interessado pela temática, ele não teve dúvidas de que se inscreveria quando soube que a olimpíada se aproximava. “A OBAFOG me beneficia academicamente a entender mais sobre física e química. Neste ano me inscrevi para reviver a mesma experiência que tive ano passado, quando meu foguete superou minhas expectativas”, conta. Segundo Vyctor, que participou ao lado de Ana Sofia Pereira Guedes Guimarães, viver a experiência novamente com seus amigos foi algo inesquecível, independente dos resultados alcançados.
A professora Ana Cecília Soja, que orientou e acompanhou o grupo no preparo e participação nos lançamentos, explica que a competição acontece em duas partes, sendo uma teórica, a Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA), e a OBAFOG, prática. O interesse neste ano foi tão grande que as inscrições no IFF Bom Jesus se esgotaram em sete minutos.
Durante a preparação, as equipes precisaram desenvolver os foguetes buscando boa aerodinâmica, para alcançar a maior distância possível. O motor utilizado é igual para todos os grupos e funciona a partir da reação química entre nitrato de potássio e açúcar. A mistura dos combustíveis sólidos gera uma faísca, através de uma bateria. O calor produzido queima os gases presos no motor e faz com que o foguete se movimente para frente. “É um momento em que a gente aprende muitas coisas de ciência: combustão, reações químicas, aerodinâmica de foguetes. É uma forma de pegar todos os conceitos vistos em sala de aula e vê-los acontecendo na prática”, explica Ana Cecília.
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| Equipes foram formadas por duplas. Olimpíada teve participação de estudantes dos Cursos Técnicos Integrados em Informática, Química e Alimentos. | ||
As equipes do Campus Bom Jesus participaram na categoria “Foguete propulsão sólida”, para estudantes de quaisquer níveis do Ensino Médio. Todos os participantes receberão certificados e os melhores resultados podem conquistar medalhas de ouro, prata ou bronze. O resultado dos medalhistas será divulgado no dia 30 de junho e as premiações serão entregues a partir de outubro.
Mais informações sobre a OBA e a OBAFOG estão disponíveis em http://www.oba.org.br/.


