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Inovação
IFF Bom Jesus forma primeira turma do curso de Aplicador Aeroagrícola Remoto (CAAR)
O Instituto Federal Fluminense (IFF) Campus Bom Jesus do Itabapoana mais uma vez inovou. Ao capacitar a primeira turma do curso de Aplicador Aeroagrícola Remoto (CAAR), a unidade se tornou também a primeira instituição pública de ensino do país a ofertar o curso.
Trata-se de uma formação voltada para a capacitação de profissionais na operação de drones para aplicação aeroagrícola, atividade que tem crescido rapidamente no Brasil e no mundo, sobretudo no contexto da agricultura de precisão e da modernização das práticas de manejo nas propriedades rurais.
A primeira turma foi composta por estudantes e egressos dos cursos técnicos em Agropecuária e Zootecnia do campus, incluindo profissionais que já atuam no mercado de trabalho e buscaram a capacitação como forma de profissionalização e atualização. Segundo o professor Alisson Jordão, coordenador do Curso Técnico em Agropecuária do IFF Bom Jesus, as demandas no setor vêm crescendo, ao mesmo tempo em que se torna cada vez mais tecnológico, exigente e competitivo.
O empresário e técnico em agropecuária Abner Castelão viu no curso uma oportunidade de melhorar a qualidade dos serviços oferecidos por meio de sua empresa, que já atua na área de aviação agrícola. O objetivo, para ele, foi aprofundar os conhecimentos no assunto e impulsionar os resultados de seus clientes.
“O curso será útil tanto para a atuação em nossa empresa de drones, como na minha prática profissional como técnico agrícola. Levando mais informações aos produtores, teremos mais eficiência em nossas aplicações e, consequentemente, mais resultado para as propriedades onde atuamos”, afirmou Abner.
A recém-formada engenheira agrônoma Angélica Garcia já está com planos de empreender em sua área de formação. O setor de aviação agrícola chamou não só sua atenção, mas a dos irmãos, que também são engenheiros. Juntos, planejam iniciar um negócio próprio e investir no setor. “Pensamos em começar com o serviço de drones, pois é uma área que tem crescido e ainda tem espaço no mercado para novos profissionais. Vimos como uma oportunidade e por isso estou procurando me especializar”, contou.
O curso superou as expectativas de Angélica, em especial pelo conteúdo teórico voltado à legislação e pelas atividades práticas com os drones. “Eu já tinha um pouco de conhecimento devido à graduação, mas me agregou muito e esclareceu muitas dúvidas. Meu objetivo agora é fazer o curso de pulverização e um estágio na área para aprender a pilotar, investir em aprendizados para abrir a empresa”. Segundo ela, a área é muito ampla e o curso evidenciou o quanto ela ainda pode aprender e se preparar para ingressar no ramo.
Além de abordar aspectos técnicos da operação de aeronaves remotamente pilotadas, o curso também contemplou conteúdos relacionados à segurança operacional, legislação, planejamento de aplicações, tecnologia de pulverização e boas práticas no uso de insumos, preparando os participantes para atuar de forma qualificada nesse novo mercado.
O estudante Abnner Cabral ainda está cursando o Técnico em Agropecuária no IFF Bom Jesus e já recebeu uma proposta de trabalho no setor. Foi a oportunidade que despertou nele o interesse em participar do curso, que não decepcionou. “Chegou em ótima hora e atendeu às minhas expectativas, me ajudando a entender mais sobre a área. As aulas e temas abordados pelos professores foram excelentes e, para mim, foi só o começo. Pretendo me capacitar ainda mais”, concluiu.
O curso foi coordenado pela professora Célia Macedo e contou com a participação dos servidores Alisson Jordão, José Carlos de Oliveira e Clinimar Amaral, que atuaram como instrutores.
Treinamento - Foi em maio de 2025 que Célia e Clinimar participaram da capacitação em Olímpia (SP) que os qualificou para ministrarem o curso no Campus Bom Jesus. Menos de um ano depois, os planos saíram do papel e eles se orgulham de compartilhar os conhecimentos com a primeira turma de alunos do CAAR da instituição.
Para Célia, assumir a coordenação foi uma experiência desafiadora, mas muito significativa. “Senti-me desafiada, mas também motivada a contribuir para a qualificação de profissionais preparados para atuar com segurança, responsabilidade e competência técnica”, considerou, reforçando o compromisso institucional com os objetivos do curso e a oferta de uma formação alinhada às demandas e transformações do setor agropecuário.
A expectativa é que outros grupos recebam a formação, criando oportunidades não apenas para estudantes e egressos da instituição, mas também para a comunidade externa.