Notícias
Cidadão
Servidores do IFF debatem como descomplicar a linguagem no serviço público para se aproximar do cidadão
Os palestrantes à esquerda e o reitor do IFF, Victor Saraiva, à direita, no encerramento da palestra.
Quem nunca teve dificuldades de se comunicar com algum órgão público? Dificuldade de acesso, de entendimento ou até mesmo para cumprir uma obrigatoriedade? O nível de impacto que uma linguagem burocrática tem na vida das pessoas é grande e pode gerar falta de credibilidade, desconfiança e impedir o cidadão de acessar seus direitos.
Para falar melhor com a comunidade e transformar o atendimento ao cidadão, o IFF está capacitando seus gestores no uso da linguagem simples. Os representantes do Laboratório de Inovação (InovInmetro) do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), Rodrigo de Santis Neves e Ana Lúcia Borges, ministraram a palestra “Linguagem Simples para quê?”, nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026, na Reitoria.
A iniciativa é da Diretoria de Gestão Acadêmica e Políticas de Acesso da Pró-reitoria de Ensino do IFF que publicou, recentemente, o edital do Processo Seletivo de Cursos Técnicos 2026/2º semestre elaborado totalmente em Linguagem Simples e Direito Visual, fruto desta parceria com o Inmetro (LEIA AQUI)
A linguagem simples é uma causa social
O cidadão tem o direito de encontrar as informações que precisa, entendê-las e usá-las. “A linguagem simples é importante no serviço público para levar a informação aos cidadãos de uma forma que ajude-os a exercer sua cidadania”, Ana Lúcia Borges, coordenadora do Programa de Linguagem Simples do InovInmetro.
A linguagem simples é uma porta de entrada para melhorar processos
Rodrigo Neves, chefe do InovInmetro, aponta que, quase sempre, ao trabalhar a linguagem, é possível melhorar e simplificar processos nos setores da instituição para entregar serviços de maior valor para a sociedade.
Boas Práticas
1 - Empatia com quem está lendo: quase três em cada dez brasileiros são incapazes de entender e utilizar de forma eficaz a leitura, a escrita e a matemática em tarefas simples do dia a dia. É preciso refletir e respeitar o contexto do outro;
2 - Priorizar informações: os palestrantes deram como exemplo os famosos “Considerando…” dos documentos oficiais que, apesar de estarem no topo do texto, não representam o conteúdo mais importante;
3 - Divida os textos em parágrafos curtos: tópicos e intertítulos são bons recursos para separar as informações;
4 - Prefira frases mais curtas;
5 - Use ordem direta e voz ativa: No lugar de escrever “A denúncia pode ser feita por qualquer pessoa”, prefira “Qualquer pessoa pode fazer a denúncia”;
Dica de ouro: “A linguagem simples permite diminuir o esforço da leitura e aumentar a capacidade de compreensão” - Rodrigo Neves
6 - Use palavras conhecidas pelo seu público: “Isto não é empobrecer o texto ou abrir mão do rigor técnico”, ressalta Ana Lúcia;
7 - Evite palavras compridas e sequência de termos abstratos;
8 - Prefira verbos que indiquem ações claras;
9 - Use elementos visuais;
10 - Revise a versão final do texto: isso significa, sempre que possível, testar a facilidade de entendimento do texto com um grupo de usuários.
A palestra foi gravada e, nos próximos dias, estará disponível no canal do IFF no YouTube.


