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IFF Bom Jesus conquista quatro premiações no XVIII Confict e no XI Conpg
O Instituto Federal Fluminense (IFF) Campus Bom Jesus do Itabapoana marcou presença com destaques e premiações no XVIII Congresso Fluminense de Iniciação Científica e Tecnológica (Confict) e no XI Congresso Fluminense de Pós-Graduação (Conpg). Ao todo, 19 trabalhos desenvolvidos por servidores e estudantes do campus foram apresentados, sendo quatro reconhecidos com premiações.
“‘Um Pedaço’ e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, desenvolvido pelo estudante Gian Ximenes Verdan Pontes, sob orientação da professora Karina Hernandes Neves, obteve o primeiro lugar no eixo temático “Educação, Redução das Desigualdades e Justiça Social”, na categoria banner. O projeto propõe a criação de uma cartilha informativa sobre tecnologias assistivas para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Segundo Gian, a inclusão de pessoas com TEA na educação já apresentou muitos avanços, mas ainda há desafios a serem superados. “Há muitos instrutores que auxiliam estudantes com TEA e que não conhecem ou não sabem aplicar as ferramentas disponíveis. A partir disso, surgiu a proposta do trabalho: criar uma cartilha informativa que ajude pais, tutores ou até mesmo os próprios estudantes a conhecer e aplicar essas tecnologias”, explicou.
Esta foi a primeira premiação do estudante, que gostou tanto da experiência que se sentiu inspirado a continuar na área. “Fiquei muito surpreso e feliz, pois representa um grande marco. Quero seguir na área acadêmica, então espero ganhar mais prêmios”, desejou.
O Campus Bom Jesus também esteve no topo das premiações do eixo temático “Educação, Redução das Desigualdades e Justiça Social” do Conpg. O trabalho desenvolvido pela servidora Joilma Gonçalves de Oliveira analisou o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi) do IFF Bom Jesus, procurando identificar se as ações desenvolvidas pelo Núcleo após o período pandêmico proporcionaram um espaço de formação antirracista. Segundo a pesquisadora, os resultados evidenciaram que sim, apresentando uma proposta educativa que busca também desenvolver uma percepção crítica dos participantes.
“A premiação é o reconhecimento de que a luta por uma educação antirracista é urgente e necessária, e destaco a importância do Neabi do Campus Bom Jesus como espaço de transformação”, considerou Joilma, que também foi orientada pela professora Karina Neves. Para a docente, conquistar as duas premiações foi motivo de grande alegria e um incentivo ao desenvolvimento de novas iniciativas. “Elas sinalizam o reconhecimento dos nossos trabalhos como pesquisas socialmente relevantes, tanto na graduação quanto na orientação de mestrado. Certamente, isso me motiva a seguir dando luz a pautas que envolvem direitos humanos”, afirmou.
Os segundos lugares dos eixos temáticos “Fome Zero, Saúde e Bem-estar” e “Cidades, Desenvolvimento e Inovação” do Confict também foram para o IFF Bom Jesus. O primeiro trabalho, desenvolvido pela aluna Geovana de Assis Ferreira, tem orientação da professora Katia Yuri Fausta Kawase; e o segundo, conduzido pelo estudante Pedro Henrique Miranda de Oliveira, é orientado pela professora Natália Pereira Zatorre.
A apresentação de Pedro Henrique, na categoria oral, foi sua estreia no Confict, e a premiação representou a validação do esforço da equipe. O projeto possui caráter integrador, aproximando a tecnologia às práticas e rotinas do agricultor familiar, em especial daqueles que não têm familiaridade com os recursos complexos disponibilizados por aplicativos agrícolas já existentes. “Nosso foco foi totalmente na acessibilidade, com o objetivo de facilitar a vida daquele produtor que faz o controle da sua produção sob condições muitas vezes desfavoráveis, lidando com sol intenso, falta de conectividade no campo e o risco de perder informações valiosas em anotações de papel”, explicou.
O retorno após a apresentação superou as expectativas do graduando, que recebeu elogios e contribuições. “Mas a maior prova de que estamos no caminho certo veio logo ao final da banca, quando uma das organizadoras do evento nos procurou para pedir acesso antecipado ao aplicativo, relatando que seu marido trabalha com produção orgânica e que a solução seria extremamente útil para o dia a dia dele”, contou, enfatizando ser esse o impacto esperado pela equipe, que continua motivada a construir e escalar a tecnologia que está desenvolvendo.
A diretora de Pesquisa e Extensão do IFF Bom Jesus, Katia Kawase, parabenizou os representantes do campus nos eventos, destacando o quanto a dedicação e o compromisso de cada servidor e estudante fortalecem a ciência e a inovação na instituição. “As apresentações evidenciaram o papel transformador da pesquisa na formação dos estudantes, despertando neles o sentimento de pertencimento e a certeza de que podem produzir conhecimento, promover mudanças significativas e contribuir para o desenvolvimento da sociedade”, concluiu.
O XVIII Confict e o XI Conpg aconteceram entre os dias 25 e 29 de maio, no Centro de Convenções da UENF, em Campos dos Goytacazes. O tema escolhido para este ano foi “Mudanças Climáticas: Desafios e Soluções da Ciência”. Os detalhes sobre as edições estão disponíveis em https://www.even3.com.br/confict-conpg-2026/.