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Resíduos da produção de chocolate serão tema de TCC no IFF Bom Jesus
Lucas, Lígia e Ana Carolina, com o produtor Paulo Janus.
Uma visita ao Sítio Cerejeiras, localizado em Mutum, próximo a Bom Jesus do Itabapoana, firmou uma parceria que poderá gerar mais uma forma de processamento e agregação de valor aos resíduos da produção de chocolate. A proposta é da estudante Ana Carolina Fernandes da Costa, graduanda em Ciência e Tecnologia de Alimentos do Instituto Federal Fluminense (IFF) Campus Bom Jesus do Itabapoana, e será a base de seu Trabalho de Conclusão de Curso.
O projeto é orientado pela professora Lígia Portugal, do IFF Bom Jesus, e pelo pós-doutorando Lucas Martins, ex-professor do Campus, que atualmente está vinculado ao Programa de Produção Vegetal da UENF. A ideia do trabalho de Ana Carolina é caracterizar os resíduos agroindustriais de frutas gerados em pequenas propriedades, avaliando seu potencial de aproveitamento para transformá-los em produtos com possibilidade de agregar valor à produção.
A visita à propriedade do produtor Paulo Janus possibilitou o estreitamento de laços para o desenvolvimento da pesquisa. “Encontramos uma propriedade muito rica, conduzida com base na agroecologia, e um produtor extremamente receptivo e disposto a colaborar com a ciência”, conta Lígia. Segundo ela, estão construindo uma parceria capaz de unir ensino, pesquisa e extensão. “Esse contato mostrou que temos muito a aprender e a desenvolver juntos, contribuindo para a formação dos nossos alunos, para o fortalecimento da agricultura orgânica e para o avanço da ciência e da tecnologia brasileiras”, avaliou.
Para Ana Carolina, entender a realidade do produtor é essencial para o sucesso da pesquisa. “Conhecer o dia a dia da propriedade, conversar com quem está envolvido diretamente na produção e observar como esses resíduos são gerados são passos fundamentais para desenvolver um trabalho que realmente possa contribuir com a agricultura familiar”, ponderou. O projeto já está em desenvolvimento e em breve apresentará os resultados das primeiras análises.
O produtor Paulo Janus também ressaltou a relevância dessa aproximação. “É muito importante que conheçam de perto a realidade da agroecologia. Que possamos trabalhar em muitos projetos juntos”, desejou. Lucas, que já foi professor do IFF Bom Jesus, cita também a possibilidade de parcerias entre a UENF e o IFF na área de tecnologia de alimentos. Segundo ele, ambas têm potencial de colaboração, por terem setores consolidados na área. “O IFF tem ainda setores de produção, que ajudam no desenvolvimento de novos produtos. Já a UENF pode se debruçar sobre a caracterização de compostos bioativos, operações unitárias e análise sensorial, por exemplo”, explicou.