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“TRE vai à escola” realiza palestra no IFF Bom Jesus

por Erika Vieira, da Comunicação Social do Campus Bom Jesus do Itabapoana publicado 02/06/2026 09h24, última modificação 02/06/2026 10h08
O projeto promove o exercício livre e consciente da cidadania por meio de palestras em instituições de ensino por juízes eleitorais.
Palestra TRE vai à escola

Por que votar? Qual a importância do voto para a sociedade? Urnas eletrônicas são seguras? E as fake news? Impactam o processo eleitoral? Essas e outras dúvidas foram esclarecidas durante a palestra “Justiça eleitoral: por quê, para quê e para quem”, ministrada pela juíza eleitoral Fabíola Costalonga no Instituto Federal Fluminense Campus Bom Jesus do Itabapoana. 

Estudantes dos segundos anos dos cursos técnicos integrados participaram do evento e não só ouviram sobre o processo eleitoral no Brasil como também tiveram a oportunidade de vivenciar a experiência em uma simulação prática, com direito a candidaturas, votos e apuração em tempo real.

A juíza apresentou um pouco da história do país, da instituição da Justiça Eleitoral brasileira, seu desenvolvimento e funcionamento, órgãos e competências, até a adoção do sistema eletrônico de votação. “Tudo visando a eleições transparentes com maior igualdade entre os concorrentes, com resultado refletindo a vontade da maioria da população brasileira”, explicou. 

Ela também esclareceu mitos sobre o sistema de votação, abordando o impacto das fake news nas eleições e a importância de buscar fontes corretas para obter informações sobre os candidatos e suas propostas. Ressaltou, ainda, o desafio atual da Justiça Eleitoral de realizar eleições na era da Inteligência Artificial.

Ao fim da palestra, os estudantes puderam vivenciar na prática o processo de votação, que começa na escolha do candidato. Voluntários se apresentaram como concorrentes aos cargos de prefeito (a) e vereador (a), compartilhando suas propostas para que os colegas avaliassem e exercessem seu direito de escolha nas urnas. Após a votação, todos acompanharam a apuração e conheceram os vencedores.

Maria Isabella Barreto foi uma das candidatas a vereadora e ficou surpresa com a explicação sobre o funcionamento das urnas. Apesar de sua mãe já ter trabalhado como mesária nas eleições, ela não conhecia a tecnologia por trás dos dispositivos que registram os votos da população. “Eu nunca tinha parado para pensar sobre como a urna funciona, mas a juíza explicou que há um chip e a urna não é conectada à internet. Que é lacrada e depois só retiram o chip para fazer a contagem dos votos. O que sai da urna é tipo uma notinha do supermercado, com as informações”, lembrou. 

A experiência de se candidatar mostrou a ela que pensar em propostas que interessem a todos, ou à maioria, é um verdadeiro desafio. “Moro na residência estudantil do campus, mas, se eu falasse do alojamento, não faria diferença para muitos deles. Percebi que o candidato precisa ter uma proposta que vá atender a todos os públicos, caso contrário não receberá votos”, considerou.

A professora Andressa Zanon também prestigiou a palestra. Segundo ela, foi uma oportunidade para os estudantes entenderem o papel deles na sociedade e como a falta de escolha deles pode determinar escolhas futuras. “Foi bem legal, muito didático, muito fácil para os alunos compreenderem o quanto o voto deles importa e o quão importantes são para a democracia brasileira, mesmo que ainda não sejam obrigados a votar”, analisou, considerando o fato de a maioria dos discentes presentes ainda serem menores de idade.

O evento é parte das ações dos programas “TRE vai à escola” e “Eleitor do futuro”, ações que levam conteúdos sobre processo democrático e sistema eleitoral a estudantes de todo o estado. “As ações educativas contribuem para a missão do TRE-RJ de ‘garantir a legitimidade do processo eleitoral’. No Programa TRE Vai à Escola, magistrados da Justiça Eleitoral visitam instituições de ensino para orientar jovens sobre cidadania, democracia, funcionamento do sistema eleitoral, atribuições da Justiça Eleitoral, a importância e o significado do voto e consequências, além de temas conexos”, explicou a magistrada. 

A iniciativa é uma realização da Escola Judiciária Eleitoral Desembargador Roberto Felinto.