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Integrantes de Grupo de Trabalho visitam escola modelo na Rocinha

Metodologias Educacionais

GT para estudo de metodologias e tecnologias para a educação conheceu a Escola Municipal André Urani, na cidade do Rio de Janeiro.
por Comunicação Social do Campus Campos Centro publicado 16/06/2016 18h44, última modificação 17/06/2016 10h26
Exibir carrossel de imagens Alunos realizam atividades durante laboratório de Inglês. Foto: Diomarcelo Pessanha / Núcleo de Imagens IFF

Alunos realizam atividades durante laboratório de Inglês. Foto: Diomarcelo Pessanha / Núcleo de Imagens IFF

Bem próximo à Estrada da Gávea, que liga um dos bairros mais nobres do município do Rio de Janeiro à maior comunidade da cidade, encontra-se a Escola Municipal André Urani, criada em 2013 com o propósito de apresentar inovações em diversas frentes na área educacional. Focada na autonomia e no protagonismo dos alunos, percebe-se logo na recepção como eles são participativos, pois foram os responsáveis por apresentar os espaços da instituição para os novos visitantes vindos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense. Uma jornalista, um fotógrafo, um administrador e uma professora de Informática - os dois últimos integrantes do GT criado pela Coordenação de Metodologias e Tecnologias para a Educação (COMTED) - viajaram no último dia 14 de junho de Campos dos Goytacazes até o Rio para saber como é o dia a dia da escola.

Voltado para alunos de 7º ao 9º ano, o colégio utiliza métodos diferentes da educação tradicional do Brasil. Não existe a noção de sala de aula, onde os alunos sentam e escutam o professor falar do começo ao fim. No entanto, são trabalhadas as noções de laboratórios e mentorias. Nos primeiro caso, o foco é nas dificuldades dos alunos dentro de cada tema com cada professor: Português, Matemática, História, Geografia, Ciências, Inglês e Artes. No segundo exemplo, reúnem-se cerca de 120 alunos e cinco professores dentro de um grande salão a fim de trabalhar diferentes temáticas em um mesmo espaço. Os adolescentes também têm eletivas, como xadrez e pólo aquático, além de participar de uma sala de leitura, onde desenvolvem produção de texto, preparam um jornal mensal e organizam cineclubes e outros movimentos. Tudo envolve a participação deles, desde a criação de regras à produção de trabalhos. Para os gestores, o modelo é focado nos jovens, onde eles têm a chance de falar de si próprio e ter voz.

Toda esta estrutura está baseada em um projeto-piloto chamado Ginásio Experimental de Novas Tecnologias Educacionais (GENTE), criado em 2013 por Rafael Parente e Cláudia Costin. Inicialmente, o projeto previa a ausência de disciplinas, no qual um mesmo professor trabalhava todas as temáticas com os alunos. Porém, passada esta primeira fase, os gestores perceberam que seria mais seguro fazer um modelo que fosse de mais fácil adaptação para alunos e professores, já que a maioria está acostumada com modelos mais tradicionais de aprendizagem. Além disso, por fazer parte da rede municipal de educação, os alunos precisam passar pelas mesmas avaliações que os outros, o que acaba exigindo o conhecimento específico das disciplinas. Entretanto, na André Urani as notas finais são uma reunião de resultados das provas objetivas com os de participação, trabalhos e integração nos laboratórios e monitorias.

Para André Uebe, coordenador da COMTED do campus Campos Centro, esta é a primeira visita técnica de outras que o GT pretende fazer a escolas modelo no Brasil. Após passar seis meses na Finlândia no programa de capacitação VET Teachers para o Futuro com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), ele tem buscado, agora com o apoio do GT, encontrar no Brasil metodologias que se aproximem das que presenciou no país europeu. “Dada as distâncias das realidades dos dois países, os modelos e metodologias utilizados na Finlândia parecem até utopia. Por isso, a visita foi proveitosa no sentido de buscar percepções acerca das práticas acadêmico-pedagógicas lá utilizadas”, acredita ele. Numa próxima etapa, um dos propósitos do Grupo de Trabalho é identificar metodologias compatíveis e fazer projetos-piloto com professores do instituto que tenham interesse em participar.

A Coordenação de Metodologias e Tecnologias para a Educação (COMTED) foi criada no final de abril deste ano e incorporou o antigo Programa de Tecnologias, Comunicação e Educação (PTCE). A fim de abrir novas frentes para estudos e metodologias de ensino, o Grupo de Trabalho foi criado e, em uma das reuniões semanais do GT, a ideia de fazer uma visita técnica à Escola Municipal André Urani surgiu. Foram representando o grupo o administrador do campus Campos Centro André Uebe e a professora de Informática do campus Macaé Roberta Torres. Para eles, esta primeira experiência foi positiva e rendeu bons frutos, já que foi identificado um grande interesse, por parte da escola municipal, em firmar parcerias com o IFFluminense.

Tassia Menezes/Comunicação Social do Campus Campos Centro
Fotos: Diomarcelo Pessanha/Núcleo de Imagens IFF