Notícias

Inclusão

1ª Conferência de Ações Afirmativas define 30 propostas para guiar políticas de inclusão no IFF

por Comunicação Social da Reitoria publicado 27/08/2026 15h49, última modificação 27/08/2026 16h50
Evento reuniu servidores, estudantes e comunidade para debater diversidade, cotas e permanência estudantil.
Conferencia de acoes afirmativas 2026

Conferência de abertura: Josi Pessanha (Pró-reitoria de Políticas Estudantis do IFF); Jorge Luiz Marques de Moraes (Colégio Pedro II) e Gildevana Ferreira da Silva (IFS).

 A 1ª Conferência de Ações Afirmativas do IFF foi considerada pelos organizadores um sucesso por reunir diversos especialistas e possibilitar a criação de uma carta com 30 propostas concretas que servirão de guia para orientar a gestão e implementar melhorias efetivas no Instituto.

 O evento, promovido pela Pró-reitoria de Políticas Estudantis, por meio da Coordenação de Políticas Culturais e Diversidade, e Pró-reitoria de Ensino, foi realizado nos dias 25 e 26 de agosto no Campus Campos Guarus, tendo a participação de 70 pessoas entre servidores, estudantes e comunidade externa.

 “Reunimos pessoas de diversos campi do IFF para pensar juntos o avanço das ações afirmativas no Instituto. Foram olhares muito qualificados sobre essa questão, atentos à realidade, o que trouxe uma riqueza para o debate sobre ações afirmativas”, destaca a coordenadora de Políticas Culturais e Diversidade da Reitoria, Aline Portilho, acrescentando que a construção da Carta Final da Conferência reuniu 30 propostas dos seis grupos de discussão do evento, e que a expectativa é de avançar nessa temática dentro do instituto. 

 “São apontamentos muito concretos para orientar as ações do IFF. Esse documento será publicizado e depois vamos levar para as gestões, para colocar essas ideias em práticas”, afirma.

Conferencia de ações afirmativas 2026 Conferencia de ações afirmativas 2026 Conferencia de ações afirmativas 2026

 

 Os grupos de discussão foram divididos em seis assuntos: 

GD 1 - Relações étnico-raciais e cotas para negros, pardos, indígenas e quilombolas; 

GD 2 - Inclusão, acessibilidade e cotas para PCDs; 

GD 3 - Gênero, sexualidade e cotas para pessoas trans e não binárias; 

GD 4 - Proteção e cotas para refugiados e migrantes; 

GD 5 - Permanência estudantil e políticas de apoio para cotistas; 

GD 6 - Implementação de Comissões de Heteroidentificação e Validação de Identidade de Gênero.

 O professor do Campus Quissamã, Wallace da Silva Melo, destaca que as discussões sobre a temática de imigrantes e refugiados em vulnerabilidade foram produtivas tanto de ideias, mapeamento, como também de possibilidades e caminhos institucionais que o IFF pode adotar. 

 “É importante estar atento a essas populações e desenvolver propostas e políticas para atendê-las. Partimos de um diagnóstico muito amplo e chegamos em pelo menos cinco ideias que a gente entende que são caminhos interessantes para trabalhar”, explica Wallace. 

 Entre os apontamentos estão: pesquisa interna e externa para conhecer a realidade regional e entender quais são as demandas e necessidades; preparação institucional para atender a estas populações, desde a oferta de cursos, a garantia da permanência desses estudantes e a capacitação de servidores; além de construir uma rede de contatos com outros órgãos e instituições. 

 Do grupo 3, Bruna Morrison Siqueira, advogada do Centro de Cidadania LGBTI do Norte Fluminense, explica que os participantes entenderam como questões prioritárias a política de cotas para pessoas trans e travestis dentro dos cursos do IFF; também e, principalmente, a questão da permanência dessas pessoas dentro da instituição com bolsas e auxílios; bem como preparar a comunidade acadêmica para receber esse público de forma que se sinta abraçado e incluído em todas as atividades.

 “Foi um debate muito interessante. As pessoas que participaram do nosso grupo de discussão tiveram muito a contribuir dentro da temática das ações afirmativas, principalmente voltada para as questões de identidade de gênero e sexualidade. Foi muito proveitoso e conseguimos construir propostas muito interessantes para serem aplicadas dentro do IFF”, conta Bruna que também faz parte do Programa Estadual Rio Sem LGBTIfobia.

 “A gente discutiu bastante sobre a população LGBT no geral, mas principalmente sobre pessoas trans, cotas para pessoas trans e como inseri-las por conta dessa vulnerabilidade social. A gente também conversou sobre a diferença que tem entre cada campus e como o NUGEDIS atua em cada unidade”, complementa a estudante Marselha Arahat, do Campus Macaé, representante do Movimento Revide.

 Acesse AQUI a Carta da I Conferência de Ações Afirmativas do IFF (em breve).

 

 

Conteúdo relacionado

Conferência vai discutir diversidade e inclusão dentro do IFF