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1ª Conferência de Ações Afirmativas define 30 propostas para guiar políticas de inclusão no IFF
Conferência de abertura: Josi Pessanha (Pró-reitoria de Políticas Estudantis do IFF); Jorge Luiz Marques de Moraes (Colégio Pedro II) e Gildevana Ferreira da Silva (IFS).
A 1ª Conferência de Ações Afirmativas do IFF foi considerada pelos organizadores um sucesso por reunir diversos especialistas e possibilitar a criação de uma carta com 30 propostas concretas que servirão de guia para orientar a gestão e implementar melhorias efetivas no Instituto.
O evento, promovido pela Pró-reitoria de Políticas Estudantis, por meio da Coordenação de Políticas Culturais e Diversidade, e Pró-reitoria de Ensino, foi realizado nos dias 25 e 26 de agosto no Campus Campos Guarus, tendo a participação de 70 pessoas entre servidores, estudantes e comunidade externa.
“Reunimos pessoas de diversos campi do IFF para pensar juntos o avanço das ações afirmativas no Instituto. Foram olhares muito qualificados sobre essa questão, atentos à realidade, o que trouxe uma riqueza para o debate sobre ações afirmativas”, destaca a coordenadora de Políticas Culturais e Diversidade da Reitoria, Aline Portilho, acrescentando que a construção da Carta Final da Conferência reuniu 30 propostas dos seis grupos de discussão do evento, e que a expectativa é de avançar nessa temática dentro do instituto.
“São apontamentos muito concretos para orientar as ações do IFF. Esse documento será publicizado e depois vamos levar para as gestões, para colocar essas ideias em práticas”, afirma.
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Os grupos de discussão foram divididos em seis assuntos:
GD 1 - Relações étnico-raciais e cotas para negros, pardos, indígenas e quilombolas;
GD 2 - Inclusão, acessibilidade e cotas para PCDs;
GD 3 - Gênero, sexualidade e cotas para pessoas trans e não binárias;
GD 4 - Proteção e cotas para refugiados e migrantes;
GD 5 - Permanência estudantil e políticas de apoio para cotistas;
GD 6 - Implementação de Comissões de Heteroidentificação e Validação de Identidade de Gênero.
O professor do Campus Quissamã, Wallace da Silva Melo, destaca que as discussões sobre a temática de imigrantes e refugiados em vulnerabilidade foram produtivas tanto de ideias, mapeamento, como também de possibilidades e caminhos institucionais que o IFF pode adotar.
“É importante estar atento a essas populações e desenvolver propostas e políticas para atendê-las. Partimos de um diagnóstico muito amplo e chegamos em pelo menos cinco ideias que a gente entende que são caminhos interessantes para trabalhar”, explica Wallace.
Entre os apontamentos estão: pesquisa interna e externa para conhecer a realidade regional e entender quais são as demandas e necessidades; preparação institucional para atender a estas populações, desde a oferta de cursos, a garantia da permanência desses estudantes e a capacitação de servidores; além de construir uma rede de contatos com outros órgãos e instituições.
Do grupo 3, Bruna Morrison Siqueira, advogada do Centro de Cidadania LGBTI do Norte Fluminense, explica que os participantes entenderam como questões prioritárias a política de cotas para pessoas trans e travestis dentro dos cursos do IFF; também e, principalmente, a questão da permanência dessas pessoas dentro da instituição com bolsas e auxílios; bem como preparar a comunidade acadêmica para receber esse público de forma que se sinta abraçado e incluído em todas as atividades.
“Foi um debate muito interessante. As pessoas que participaram do nosso grupo de discussão tiveram muito a contribuir dentro da temática das ações afirmativas, principalmente voltada para as questões de identidade de gênero e sexualidade. Foi muito proveitoso e conseguimos construir propostas muito interessantes para serem aplicadas dentro do IFF”, conta Bruna que também faz parte do Programa Estadual Rio Sem LGBTIfobia.
“A gente discutiu bastante sobre a população LGBT no geral, mas principalmente sobre pessoas trans, cotas para pessoas trans e como inseri-las por conta dessa vulnerabilidade social. A gente também conversou sobre a diferença que tem entre cada campus e como o NUGEDIS atua em cada unidade”, complementa a estudante Marselha Arahat, do Campus Macaé, representante do Movimento Revide.
Acesse AQUI a Carta da I Conferência de Ações Afirmativas do IFF (em breve).
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