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Mulheres Com Ciência

“O princípio da igualdade é o mais vezes repetido na Constituição Brasileira de 1988”, afirma ministra Cármen Lúcia

por Comunicação Social da Reitoria publicado 21/10/2026 17h50, última modificação 22/10/2026 09h27
Abertura da Mostra de Extensão destacou o protagonismo das mulheres na Ciência, conquistado com luta e resistência.
“O princípio da igualdade é o mais vezes repetido na Constituição Brasileira de 1988”, afirma ministra Cármen Lúcia

Abertura da Mostra de Extensão, no Centro de Convenções da Uenf, em Campos-RJ (Foto: Divulgalção/IFF)

 A XVIII Mostra de Extensão UENF-UFF-IFF e X UFRRJ traz como tema central “Mulheres Transformando Vidas com Ciência”. Na abertura do evento, no dia 19 de outubro, no Centro de Convenções da Uenf, três mulheres que ocupam posição de destaque em suas instituições ressaltaram as lutas, a resistência, o protagonismo e as contribuições das mulheres para a Ciência e para a transformação da sociedade. 

Cármen Lúcia, ministra do Supremo Tribunal Federal

 “É real a necessidade de nós tratarmos igualmente mulheres e homens, no acesso ao conhecimento e no acesso aos espaços de produção do conhecimento científico, na produção da Ciência”, afirmou a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia Antunes Rocha, em sua participação remota na Mostra de Extensão, ao vivo, de Brasília, como convidada de honra do evento. 

 A ministra, que citou o princípio da igualdade como o mais repetido na Constituição Federal de 1988, também mencionou exemplos de mulheres que fizeram descobertas e deram grande contribuição para a Ciência, mas que não tiveram seus feitos reconhecidos ou foram invisibilizadas. 

 Durante sua palestra, Cármen Lúcia também destacou que são as universidades os espaços públicos que podem e têm o dever de propiciar melhores condições para que todas as pessoas possam, não apenas participar da promoção, mas incentivar a produção do conhecimento científico.

 “É neste sentido que eu enfatizo a experiência democrática (...) O espaço democrático é o único que propicia um conhecimento pleno e o conhecimento no qual as pessoas possam livremente fazer escolhas pelas suas opções de vida, de forma de vida, aproveitando daquilo que a humanidade é capaz de conhecer e produzir, para o bem-estar de todas as pessoas”. 

Ministra do STF, Cármen Lúcia, durante participação online na Mostra de Extensão

Rosana Rodrigues, reitora da Uenf 

 A gestora iniciou a sua fala destacando que o tema desta edição do evento é “uma afirmação de soberania e de futuro”. Rosana também pontuou que é preciso reconhecer que a transformação social exige romper com a divisão desigual do saber e do trabalho. 

 “Se há algo que a história tem nos ensinado, é que nem a ciência e nem a democracia nos foram dadas de presente. Cada avanço, cada espaço de poder e cada direito que exercemos hoje foi conquistado pela determinação de mulheres que vieram antes de nós. E foi preciso muita luta para que ocupássemos os laboratórios, as bancadas de pesquisa, as cadeiras de decisão”, destacou a reitora da Uenf.

 Rosana acrescentou que as conquistas são fruto de lutas diárias. “Isso não é direito adquirido, isso é direito conquistado. E não podemos tomar isso como o algo definitivo. E é essa mesma força que nos lembra que não existe democracia forte sem ciência pública, nem ciência plena sem a presença e a voz das mulheres”, finalizou a reitora.

Simone Vasconcelos, pró-reitora de Pesquisa, Pós-graduação, Inovação e Extensão do IFF

 “Essa não é mais uma Mostra de Extensão. Ela tem uma característica diferente pelo seu tema, que representa não só as mulheres que estão aqui, que fizeram carreiras de pesquisa dentro das universidades, as professoras, as servidoras, as alunas, mas também as mulheres que atuam em diversas áreas, nas demais ciências. As mulheres quilombolas, indígenas, as artesãs, pescadoras, as cuidadoras, porque tudo isso é Ciência”, ressaltou Simone.  

 A pró-reitora afirmou que a Ciência não é feita apenas dos muros das universidades e institutos para dentro. “Ciência é a gente saber olhar para fora e fazer parceria com a sociedade. Não só para levar o que a gente tem, mas também para receber o que eles têm, porque elas, principalmente, têm muito a nos ensinar”, garantiu Simone. 

 A abertura do evento também contou com a participação do diretor da UFF Campos, Cláudio Henrique Reis, e do diretor do Campus Campos dos Goytacazes da UFRRJ, Paulo Henrique Borgati. 

Gestores da UFF, Uenf, IFF e UFRRJ durante abertura do evento

A Mostra de Extensão prossegue até a próxima sexta-feira, 23 de outubro, com apresentações de projetos de extensão das quatro instituições organizadoras, oficinas temáticas, exposições artísticas, mostras culturais e atividades interativas. Ao todo, são 3.032 participantes inscritos e 399 submissões de trabalhos, sendo 115 do IFF.