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IFF Sem Assédio

Assediômetro ajuda a identificar sinais de violência no ambiente de estudo e trabalho

por Comunicação Social da Reitoria publicado 28/08/2026 16h52, última modificação 28/08/2026 16h52
Ferramenta faz parte da campanha IFF Sem Assédio, que neste mês chama a atenção para a violência contra a mulher.
Assedio

A proposta visa contribuir para que cada pessoa consiga reconhecer sinais de violência (Arte: Lionel Mota/IFF).

 Você sabe reconhecer uma situação de assédio? 

 Nem toda violência é necessariamente uma agressão física. Podemos citar como exemplos os comentários constrangedores, humilhações, insultos e outras atitudes que podem ser sinais de uma relação abusiva ou de situações de assédio, ainda que naturalizadas ou tratadas como brincadeira. Saber reconhecer os limites é importante para combater qualquer tipo de violência, seja contra você ou um colega.

 A campanha IFF Sem Assédio apresenta o Assediômetro, uma ferramenta educativa e preventiva para auxiliar a comunidade acadêmica a identificar situações de assédio. Ele traz uma escala de comportamentos de acordo com o grau da ofensa, desde o “não ofensivo”, passando pelo “constrangedor”, “ofensivo”, “bastante ofensivo” até o “assédio sexual” e a “violência mais grave”.

 “Muitas vezes a pessoa vivencia ou testemunha uma conduta abusiva sem ter clareza se aquilo se enquadra como assédio. Nesse sentido, a ferramenta serve justamente para esclarecer isso, comparando a situação vivida com exemplos e critérios do que caracteriza esse tipo de violência”, explica Adriana Lima de Sousa, diretora de Relações Institucionais da Reitoria do IFF. “Ele pode ser acessado por qualquer pessoa da comunidade acadêmica como um primeiro passo antes de decidir buscar apoio ou fazer uma denúncia formal”.

 Arte: Lionel Mota/IFF

 

Violência contra a mulher 

 Os números de feminicídio no Brasil assustam e continuam a crescer: 

  • Em 2025, 1.571 mulheres foram vítimas, uma alta de 4% em relação ao ano anterior;
  • 65,1% das vítimas eram negras;
  • 60,9% dos autores eram parceiros das vítimas;

(Fonte: Fórum Brasileiro de Segurança Pública)

 Mas a morte não é a única forma de violência. Muito antes do assassinato, a mulher já sofreu algum tipo de violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Muitas sofrem em silêncio, com medo. Muitas irão carregar para sempre as marcas morais e/ou físicas de algum tipo de abuso. 

 Assim como conscientizar é importante, saber reconhecer e denunciar uma violência também é. Podem ser mensagens invasivas, piadas, comentários sobre roupa, insistência mesmo depois de um “não”, por exemplo.

 Em uma instituição pública de ensino, situações de assédio podem ocorrer nas salas de aula, nos espaços de trabalho, em atividades acadêmicas, eventos e também em ambientes virtuais.

 “As universidades e institutos federais não estão isentos desse problema — pelo contrário, dados do TCU mostram que as instituições de ensino estão entre os principais ambientes de ocorrência de assédio no país, com cerca de 8% dos casos denunciados no Brasil. Além disso, a subnotificação é altíssima: estima-se que apenas 10% dos casos de assédio cheguem a ser registrados, o que alimenta uma sensação de impunidade”, ressalta Adriana, acrescentando que, falar abertamente sobre o tema dentro da instituição ajuda a:

  • romper o silêncio e a naturalização de condutas abusivas; 
  • protege especialmente mulheres, mas também pessoas negras, com deficiência e LGBTQIAP+, que são desproporcionalmente afetadas; 
  • e é essencial num espaço formativo, já que o assédio pode comprometer a permanência e o desenvolvimento acadêmico e profissional das vítimas, “pois o silêncio institucional tende a  perpetuar o ciclo de violência para novas gerações”.

 

 Neste sentido, o IFF reforça que denunciar é um caminho seguro. A instituição investe em orientações claras sobre como proceder em cada etapa, além de disponibilizar uma equipe preparada para escuta e apoio. “O compromisso institucional vai além da punição do agressor, mas envolve acolher, orientar e acompanhar, inclusive com encaminhamento para tratamento externo quando necessário”, explica Adriana.

 Estudantes e servidores podem construir ambientes baseados no respeito ao outro. Por isso, não só a vítima como também quem presencia uma situação de assédio ou violência deve contribuir para o seu combate. 

 Você não precisa enfrentar isso sozinho(a). Existe uma estrutura pronta para acolher”, diz Adriana

Precisa de orientação ou quer relatar uma situação? 

  • Acesse a página IFF Sem Assédio e saiba mais;
  • Denuncie pelo canal oficial da Ouvidoria, através da Plataforma Fala.BR (com orientações também disponíveis pelo e-mail ouvidoria@iff.edu.br);
  • Procure a equipe multidisciplinar de acolhimento (psicólogo e assistente social), de forma presencial ou remota, para apoio psicológico e/ou psicossocial;
  • Consulte o Guia Prático "Do Fala-BR à apuração no IFF" para entender o passo a passo do processo, desde a denúncia até a apuração;