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Iniciação Científica

Estudantes do IFF apresentam suas pesquisas durante Confict e Conpg

por Ferdinanda Maia / Comunicação Social da Reitoria publicado 27/05/2026 16h47, última modificação 27/05/2026 16h47
As pesquisas tratam de temas diversos relacionados à sustentabilidade, mobilidade urbana e inovação, entre outros. A programação segue até quinta-feira, 28 de maio.
Estudantes do IFF apresentam suas pesquisas durante Confict e Conpg

Todos os trabalhos estão sendo avaliados por pesquisadores das instituições parceiras (Foto: Divulgação IFF).

 Desafios que instigam e provocam estudantes e servidores são transformados em pesquisas dentro das instituições de ensino, sejam elas de iniciação científica ou pós-graduação. Estas pesquisas se transformam em possíveis ou concretas soluções para problemas da sociedade, desde pequenas comunidades a uma cidade ou um país inteiro. 

 Durante o XVIII Confict e XI Conpg 2026, é possível conhecer alguns dos muitos trabalhos desenvolvidos pelos estudantes e pesquisadores que os orientam. Só na edição deste ano, serão conhecidas 1350 pesquisas em andamento

 Confira abaixo três exemplos deste grande universo:

“Essa montanha de lixo é nossa”

 Eram 2700 copos plásticos utilizados e jogados fora por mês, 32 mil por ano; agora este número caiu para 150 por mês. Essa “montanha de lixo” foi um dos objetos de estudo do projeto “Diagnóstico socioambiental do Polo de Inovação Campos dos Goytacazes - Implantação da A3P”, unidade do IFF, em Campos/RJ.

 O objetivo foi realizar um diagnóstico de práticas internas e identificar pontos de melhoria. Além da substituição de copos plásticos por copos individuais reutilizáveis, foram instalados coletores de lixo identificados, o que aprimorou a coleta seletiva. Os bolsistas, Joyce Alves Almeida e Kaike de Souza Robaina, do curso de Engenharia Ambiental do Campos Guarus, destacam a importância de focar na conscientização para expandir o conhecimento e provocar a mudança das pessoas.

 O próximo passo agora é expandir a educação ambiental para uma escola de Barcelos, comunidade próxima ao Polo de Inovação. 

Transporte público em Campos carece de mobilidade inteligente

 A estudante do curso de Arquitetura e Urbanismo do Campos Centro, Luísa Campinho, se dedicou a analisar a operação do transporte coletivo em Campos dos Goytacazes no trecho Centro x Goytacazes. 

 Por meio do projeto intitulado “Mobilidade inteligente na redução da segregação socioespacial - transporte público na cidade de Campos dos Goytacazes: Centro x Baixada” a estudante identificou a precariedade do serviço, a demora no tempo de viagem que pode chegar a 1h20min e um tempo de espera de 48 min. O prometido Terminal de Integração, que seria uma oportunidade para aprimorar a qualidade do transporte público, ainda não está em funcionamento, o que reforça que a aplicação da mobilidade inteligente é limitada no município.

Um fungo pode fazer mais do que você imagina

 Talvez você não saiba, mas muitos dos alimentos consumidos como pães, iogurtes e até remédios contém enzimas artificiais que são caras e muito poluentes. Mas na natureza existem alternativas sustentáveis para uso industrial.

 Do IFF Campus Itaperuna, o projeto “Potencial Biotecnológico de aspergillus niger na produção de amilases para aplicações industriais” analisa o potencial enzimático do fungo na produção de amilases. 

 Vamos entender: as enzimas têm capacidade de catalisar reações específicas. As amilases, por exemplo, atuam na hidrólise do amido liberando açúcares de interesse biotecnológico, usados em setores como alimentos, bebidas, biocombustíveis e indústria têxtil. 

 De acordo com o grupo, formado pelos estudantes Alice Jardim, Lohaynne Amorim, Miguel Robaina, João Francisco Ferrarez e Gabriel Menezes, os resultados mostram que o fungo estudado apresenta crescimento eficiente e boa capacidade de produção de amilases, reforçando o seu potencial de contribuir para processos mais sustentáveis e de baixo custo energético. 

 

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