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Desafios da Saúde

Professora Nísia Trindade ministra aula magna no IFF sobre os desafios da saúde no Brasil

por Comunicação Social da Reitoria publicado 24/06/2026 16h21, última modificação 24/06/2026 16h21
A palestrante elencou sete grandes desafios contemporâneos da saúde e defendeu a territorialização do cuidado.
Professora Nísia Trindade ministra aula magna sobre os desafios da saúde no IFF

Da esquerda para a direita, Victor Saraiva, Nísia Trindade e Rômulo Viana (Foto: Divulgação/IFF)

 Com um auditório lotado de estudantes, servidores, gestores e representantes de diversos segmentos da sociedade, o Campus Campos Guarus do Instituto Federal Fluminense recebeu a professora e ex-ministra da Saúde, Nísia Trindade, na tarde de terça-feira, 23 de junho, para uma aula magna especial sobre Os Desafios da Saúde no Brasil: como chegar onde as pessoas estão?

 Nísia iniciou a palestra destacando que os desafios da saúde são parecidos com os desafios da educação, considerando aspectos como acesso, inclusão e qualidade, entre outros. Em seguida, a ex-ministra elencou sete grandes desafios que têm a ver com as mudanças na sociedade contemporânea. “São desafios para o futuro da saúde, mas eu diria para o futuro da sociedade”, afirmou Nísia. São eles: 

1️⃣ Desigualdades Sociais; 

2️⃣ Transição Demográfica, com o país caminhando para um percentual crescente de pessoas idosas; 

3️⃣ Mudanças Climáticas; 

4️⃣ Novas Tecnologias de Informação e Comunicação; 

5️⃣ Mudanças no Mundo do Trabalho; 

6️⃣ Desigualdades em Ciência e Tecnologia;

7️⃣ Política. 

 “Eu tenho trabalhado com esses sete desafios e queria fazer um destaque do que representa o SUS. E dizer para vocês que é mais do que uma política, é mais do que um sistema. O Sistema Único de Saúde significa a afirmação dessa busca por uma igualdade, dessa busca por dignidade, exatamente porque deve levar esse cuidado para onde as pessoas estão, que é a pergunta feita na nossa palestra”, pontuou Nísia. 

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 Ainda sobre a questão de como alcançar as pessoas em suas realidades, a ex-ministra destacou que a efetiva territorialização do cuidado exige a superação de limitações por meio de uma construção coletiva e democrática, enraizada em cada localidade, e que o aprendizado é permanente e contínuo, podendo ocorrer tanto nas instituições de ciência e tecnologia quanto no cotidiano dos serviços.

 “Essa perspectiva integradora constitui o legado e a legitimidade do SUS. Participar deste debate é uma oportunidade valiosa de ouvir demandas e colher subsídios que nos permitam, de fato, edificar a saúde e o país que almejamos, em estreita articulação com as pessoas e seus territórios”, finalizou Nísia. 

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 Após a aula magna, Nísia visitou as instalações do Campus Campos Guarus, incluindo o prédio da área de Enfermagem, acompanhada pelo reitor do IFF, Victor Saraiva, pela diretora-geral do campus, Daniela Balduíno, e pelo coordenador do Curso de Bacharelado em Enfermagem, Rômulo Viana.