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Palestra
Estudantes aprendem sobre cultura e história de campos
O professor Marcelo Sampaio ministrou a palestra no Auditório Miguel Ramalho (Foto: Rafael da Silva Crespo/Ascom).
O professor Marcelo Sampaio foi o convidado do Curso Preparatório Popular Goitacá para a atividade cultural e de conhecimento da história local por quem a vivencia ao longo da vida. Também jornalista, estudioso da história e cultura de Campos dos Goytacazes, Marcelo desenvolveu sua palestra na forma de uma conversa direta com os estudantes que se preparam para o processo seletivo dos cursos do ensino médio técnico. Uma conversa sobre curiosidades, como, por exemplo, a origem do nome de algumas ruas da cidade e sobre o universo do samba.
Em especial sobre dois dos mais conhecidos compositores brasileiros, Wilson Batista e Delcio Carvalho. Ambos campistas, com muito sucesso entre os sambistas do Rio de Janeiro e, no caso de Wilson, com músicas gravadas por grandes nomes da MPB, como Dona Ivone Lara. A conversa atraiu a atenção dos estudantes, pois Marcelo contou histórias como a da composição póstuma de Decio - "Minha Infância" - a partir da descoberta de uma letra do parceiro Wilson. O palestrante também testou o conhecimento dos estudantes perguntando: "Qual campista tem tudo a ver com o IFF, antes do IFF existir?" Um dos alunos respondeu de pronto: "Nilo Peçanha", o vice que assumiu a presidência do país por ocasião da morte do presidente Venceslau Braz.
"Eu acho muito importante que qualquer unidade de ensino veja muito além da educação. Por isso que eu nunca fui a favor, por exemplo, de Secretaria de Educação ser junto com Secretaria de Cultura. São coisas que se complementam, tem a ver uma com a outra, porém, educação é uma coisa, cultura é outra. Temos que trabalhar a educação com cultura. E nem sempre, nas aulas teóricas das matérias", nos livros didáticos, a gente está trabalhando a cultura, a gente pode estar trabalhando educação, mas trabalhar a visão cultural dos alunos é fundamental" - destacou Marcelo após a aula.
Repertório cultural - "Eu achei interessante porque ele falou muito sobre a nossa cultura, sobre Campos e também falou um pouco sobre os nomes. No final ele falou um pouco sobre os nomes, por exemplo, de avenidas, essas coisas, e explicou quem eram as pessoas (homenageadas). Ajuda a recuperar a história" - ressalta Antonela Oliveira. Já Rafael Barcelos teve a oportunidade de reencontrar seu professor do ensino fundamental. "Eu tive até aula com ele. Teve coisa que eu relembrei, que ele já falou comigo na aula" - contou Rafael.
Para a professora de Química do Popular Goitacá Yasmin Rocha de Souza, que acompanhou a turma, houve um somatório. "Ele aguçou a curiosidade deles sobre os aspectos culturais e históricos. Trouxe mais conhecimento para eles, um repertório maior sobre a cultura, para eles terem esse repertório de fora e ampliar" - concluiu ela.