Notícias
Ensino
Alunos do IFF Maricá vivenciam percurso sensorial e refletem sobre acessibilidade e inclusão
A atividade percorreu todo o Bloco Pedagógico do campus
Andar pela escola sem enxergar o caminho transformou um trajeto cotidiano numa experiência de descoberta e reflexão, na manhã desta quarta-feira, 14 de outubro, para estudantes do 1º ano do Curso Técnico Integrado em Meio Ambiente do Instituto Federal Fluminense (IFF) Campus Maricá.
Sob orientação da professora de Artes Manuela Nogueira, a turma participou de uma atividade sensorial que colocou em destaque a importância da acessibilidade e da inclusão nos espaços escolares.
Em duplas, os alunos percorreram toda a área do Bloco Pedagógico. Enquanto um estudante caminhava com os olhos vendados, o outro atuava como guia, orientando o percurso. A proposta foi explorar o ambiente por meio de outros sentidos, como o tato, a audição e o olfato, e experimentar diferentes formas de perceber o espaço.
Atividade fez parte da aula de Artes
Desenvolvida no campo das Artes, a atividade foi além da experimentação sensorial: convidou os estudantes a refletir sobre os desafios enfrentados por pessoas com deficiência visual e sobre a necessidade de construir ambientes escolares acessíveis a todos.
Durante o percurso, os participantes foram estimulados a reconhecer texturas, identificar sons e sentir os aromas das plantas. A experiência ajudou a direcionar a atenção para detalhes que muitas vezes passam despercebidos na rotina e a compreender como outros sentidos podem contribuir para a percepção do ambiente.
“Eles estão experimentando, por exemplo, o toque em texturas diferentes, como paredes, escutando o som do ambiente, pegando numa planta e sentindo seu cheiro. É uma forma de entender como é viver os outros sentidos”, explica a professora Manuela Nogueira, responsável pela atividade.
A vivência também abriu espaço para discutir inclusão e acessibilidade a partir da própria estrutura do campus. A circulação pelos ambientes sem o uso da visão estimulou os alunos a pensar sobre obstáculos, orientação espacial e condições que favorecem a autonomia e a segurança de pessoas com deficiência visual.
Redesenho do campus a partir dos sentidos
Por fim, já em sala de aula e sem as vendas, a turma participou de um “exercício de sinestesia”, uma espécie de imersão multissensorial em que os estudantes foram convidados a reconstruir mentalmente o percurso realizado e a imagem da escola a partir das sensações vivenciadas.
Segundo a professora, a experiência aproximou arte, percepção e inclusão, mostrando que um mesmo ambiente pode ser vivido de maneiras diferentes.
“Ao explorar o campus por outros sentidos, os alunos são estimulados a ampliar sua compreensão sobre acessibilidade e a reconhecer que uma escola verdadeiramente inclusiva precisa considerar as diferentes formas de perceber, ocupar e vivenciar seus espaços”, destacou Manuela.