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Projeto Letras Pretas promove literatura negra no IFF Macaé
A professora Priscila Wandalsen coordena o projeto Letras Pretas, que surgiu em 2022 no IFF Campus Cambuci, a partir de sua experiência de coordenação do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI). Em 2024, o projeto passou a ser desenvolvido no IFF Campus Macaé.
O objetivo é dar visibilidade a obras de escritores negros e contribuir para o letramento literário e racial. As atividades incluem encontros semanais com bolsistas e voluntários e rodas de leitura abertas, realizadas mensalmente.
Entre os autores já trabalhados estão Lima Barreto, Maria Firmino dos Reis e Geni Guimarães. A escolha das obras é feita pelos estudantes, com base em referências bibliográficas previstas no projeto, como a Enciclopédia Negra: Biografias afro-brasileiras, de Flávio dos Santos Gomes, Jaime Lauriano e Lilia Moritz Schwarcz.
As rodas de leitura acontecem uma vez por mês e são abertas a estudantes, servidores e comunidade externa. A próxima está marcada para 17 de junho e discutirá a obra de Conceição Evaristo.
Segundo relatos, os estudantes destacam que o projeto ajuda a racionalizar experiências de racismo estrutural e amplia o olhar crítico sobre obras literárias. “Um bolsista relatou que se descobriu como um homem negro depois de vivências e leituras motivadas pelo Letras Pretas e pelo NEABI. Esse autoconhecimento promovido pelo projeto me tocou bastante”, declarou a professora Priscila.
Fazem parte do projeto as bolsistas Amanda de Souza, Grazyele Assis e a voluntária Eduarda Escala. O projeto conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).