Quissamã inicia projeto para adoção do minicomputador Raspberry Pi3 nas salas de aula

Projeto piloto foi iniciado no mês de abril deste ano e o primeiro protótipo para utilização do equipamento já está em fase de testes.

 Buscar inovações tecnológicas de qualidade, aplicadas à educação, com custos reduzidos para a administração pública. Esta é a principal diretriz do projeto-piloto, iniciado no campus Quissamã, para adoção do Raspberry Pi3 nas salas de aula da instituição.

 O Raspberry Pi3 é um pequeno computador de placa única, com medidas reduzidas e tamanho similar a um cartão de crédito, que possui, em sua terceira versão, capacidade de memória e processamento em condição de substituir um computador desktop de forma satisfatória. O minicomputador é alimentado por uma fonte de apenas 5V,  o que proporciona um consumo reduzido de energia elétrica.

(O minicomputador Raspberry Pi3  - Foto: reprodução Google Imagens)

 O projeto é coordenado pelo Analista de Tecnologia da Informação, Rafael Ramos, e pelo professor de Matemática, Gabriel Neves. O primeiro protótipo para utilização do equipamento no campus Quissamã já está em fase de testes.

 “Estamos conseguindo vários avanços de desempenho e usabilidade no uso do Raspberry Pi3 como um equipamento de grande valor institucional. Estamos rodando uma versão portada do Xubuntu Linux e já testamos, com sucesso, inúmeros aplicativos e sistemas de uso acadêmico, como ambientes integrados de desenvolvimento, sistemas de gerenciamento de banco de dados, linguagens de programação, softwares gráficos, além de navegadores de internet, como o Mozilla Firefox e Chromium e suítes de produtividade, como o LibreOffice”, explica Rafael Ramos.

 Para o professor Gabriel Neves, que está realizando os testes iniciais em ambiente escolar, os primeiros usos dentro de sala de aula são animadores.

 “Nos testes iniciais dentro de sala de aula o uso do RPi3 se mostrou bastante viável. Como todas as salas do campus Quissamã são dotadas de data show com entrada HDMI, o uso do Raspberry Pi cai como uma luva para apresentação de material em sala de aula, como slides, apostilas, documentos digitais, vídeos, além de pequenas demonstrações dos mais diversos softwares voltados ao ensino. Sem contar que é uma solução que possui consumo reduzido de energia, e é muito mais barata, se levarmos em conta que com o valor de apenas um notebook é possível comprar, aproximadamente, dez placas do Raspberry Pi3”, destaca Gabriel.

 Os coordenadores dizem, ainda, que entre os planos futuros para o projeto estão a criação de laboratórios de informática 100% constituídos de minicomputadores Raspberry Pi3 e a entrega de uma placa, com sistema operacional customizado, para cada estudante da instituição.

 De acordo com os coordenadores, o projeto entrará na etapa da documentação formal para, em seguida, buscar iniciativas para captação de recursos que o viabilizem.

 “Estamos cientes do contexto de crise econômica que assola o país, mas temos confiança de que o projeto tem plenas condições de ser abraçado pelas novas gestões do Instituto Federal Fluminense, tendo em vista o seu caráter de inovação e, principalmente, o baixo orçamento necessário para colocar em prática esta iniciativa”, finaliza Rafael.

(Os coordenadores do projeto, Rafael Ramos e Gabriel Neves)

 Saiba mais: criado na Inglaterra pela Fundação Raspberry Pi (Raspberry Pi Foundation) com o objetivo de promover o ensino de Ciência da Computação e programação a baixo custo, o RPi3 pode se conectar a um monitor ou TV, utiliza teclado e mouse padrão e abriga processador ARMv8 quad-core de 64 bits rodando a 1.2 GHz (podendo ser aumentado via overclock), chip gráfico 3D capaz de reproduzir vídeos em HD, slot para cartão de memória MicroSD, 4 portas USB, barramentos de expansão GPIO, saída de vídeo HDMI (que pode ser adaptada para VGA), 1 GB de memória RAM DDR3, rede Ethernet, além de Wi-Fi e Bluetooth integrados. Tudo isso ao custo aproximado de apenas US$ 40. Dada a sua versatilidade, o RPi3 está sendo usado em larga escala nos mais diversos projetos voltados para computação, engenharia e robótica ao redor do mundo.


Campus Quissamã com Comunicação Social da Reitoria